Dissidente cubano morre após 50 dias de greve de fome

Wilam Villar, 31 anos, protestava contra sentença de quatro anos de prisão por desacato a autoridade

iG São Paulo |

O dissidente cubano Wilam Villar, que estava em greve de fome havia 50 dias, morreu nesta quinta-feira em um hospital de Santiago de Cuba, informaram seus familiares e outros ativistas. Villar começou a greve de fome em novembro, após ser condenado a quatro anos de prisão por desacato a autoridade.

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De acordo com Elizardo Sánchez, porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), Villar estava hospitalizado a algumas semanas e morreu de pneumonia e infecção generalizada.

Villar, 31 anos, pertencia desde setembro a um grupo chamado União Patriótica de Cuba, criado em meados de 2011 e liderado pelo ex-preso político José Daniel Ferrer.

Ele foi detido em 14 de novembro, quando participava de um protesto do grupo em Contramestre, onde vivia.

Dias depois, segundo a Comissão, ele teve um "julgamento sumário" sob as acusações de desacato e atentado à autoridade.

O dissidente foi levado à prisão de Aguadores e lá iniciou uma greve de fome em protesto por sua condenação.

A Comissão considera que o governo de Cuba "tem toda a responsabilidade moral, política e jurídica" pela morte "evitável" de Villar, já que o dissidente se encontrava sob a custódia do Estado.

Elizardo Sánchez comparou este caso ao do preso político Orlando Zapata, que faleceu em fevereiro de 2010 após uma longa greve de fome na prisão. Embora a condenação de Villar tenha sido motivada sob as acusações de desacato e atentado à autoridade, a Comissão considera que o mesmo estava preso por motivos políticos.

Com EFE

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