Cuba tem 3,3 mil operações de compra e venda de carros após nova lei

Dados oficiais foram divulgados depois que nova regra entrou em vigor em novembro, permitindo essas transações proibidas por anos

EFE |

Os cubanos realizaram 3,31 mil operações de compra e venda de veículos desde que em novembro entrou em vigor a nova regra que permite estas transações, proibidas durante décadas, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira.

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AP
Carro clássico americano passa em frente de escritório onde se vê bandeira cubana em Havana (28/9)

O jornal oficial Granma publicou nesta terça que os escritórios de registro de veículos cubanos emitiram até 25 de novembro 14,63 mil certificados de propriedade de veículos, dos quais 3,31 mil correspondem a trâmites de compra e venda já concluídos e 994 a doações de veículos entre cidadãos.

Havana foi a província cubana onde foram realizadas mais operações deste tipo, com 543 trâmites de compra e venda e 341 doações.

Em 1º de novembro entrou em vigor o novo decreto que permite a doação e compra e venda de automóveis entre cubanos e estrangeiros residentes no país, e flexibiliza as transferências de propriedade de veículos para quem deixar a ilha em caráter definitivo.

A medida é mais um passo no pacote de reformas econômicas propostas pelo presidente Raúl Castro na tentativa de modernizar o modelo comunista cubano.

No entanto, foi mantida a restrição para que os cubanos comprem carros totalmente novos em lojas e o governo segue controlando essas aquisições mediante uma permissão outorgada pelo Ministério de Transporte a cidadãos específicos.

Durante mais de 50 anos, o governo cubano só permitiu comprar ou vender carros de fabricação anterior a 1959, a maioria americanos e batizados como "almendrones" (variação da palavra amêndoas), cuja sobrevivência nas ruas, graças ao empenho de seus donos para mantê-los em circulação, os transformou em parte da iconografia do país.

O parque automotivo privado da ilha se calcula em uns 300 mil veículos, entre os quais há muitos desses antigos e chamativos Chevrolet, Ford e Buick, assim como os procedentes do antigo bloco socialista, sobretudo da marca Lada.

A legalização da compra e venda de veículos entre cidadãos é uma das medidas do plano de reformas econômicas do presidente Raúl Castro para "atualizar" o socialismo cubano.

Nas últimas semanas o governo também autorizou a compra e venda de imóveis e anunciou que permitirá os créditos bancários para impulsionar a produção agrícola e o financiamento dos pequenos negócios resultantes da ampliação do trabalho privado no país.

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