Cuba prende executivos de estatal de telefonia por corrupção

Segundo fontes, governo ordenou prisão de presidente e vices da Empresa de Telecomunicações de Cuba em julho

iG São Paulo |

O governo cubano deteve executivos de alto escalão acusados de corrupção na estatal de telefonia Empresa de Telecomunicações de Cuba SA (ETECSA).

Segundo fontes ligadas ao caso, vários executivos da ETECSA foram detidos em julho. O presidente da companhia Maimir Mesa e a maioria dos vice-presidentes foram afastados.

A ETECSA, que pertence ao Estado cubano, é uma das dez maiores do país, com um faturamento anual superior a US$ 500 milhões. "Cinco ou seis diretores de departamento e subdiretores, e talvez um vice-presidente, foram presos até agora. O vice-presidente de logística, que estava no Panamá quando a investigação começou, decidiu não voltar", disse a fonte. "Mas a investigação mal começou, e muito mais gente pode estar envolvida", acrescentou.

As fontes disseram que há duas investigações paralelas em curso, uma envolvendo o crescente negócio da telefonia celular, e outra relacionada a um cabo de fibra óptica financiado pela Venezuela, ligando Caracas a Cuba.

A ligação, que custou US$ 70 milhões e contornaria as restrições impostas pelos EUA ao acesso cubano à internet, deveria ter sido inaugurada em julho, mas foi adiada por dificuldades técnicas.

O número de celulares em atividade em Cuba triplicou entre 2008 e 2010, chegando a mais de 1 milhão de unidades, segundo estatísticas oficiais. Cartões de telefonia celular podem, muitas vezes, ser comprados no mercado negro.

Reformas

O presidente cubano, Raúl Castro, que vem promovendo reformas para descentralizar a economia e torná-la mais eficiente, prometeu fazer do combate à corrupção uma das suas maiores prioridades.

Desde que assumiu oficialmente o governo, em 2008, Raúl criou uma Controladoria Geral, o que levou centenas de altos funcionários do Partido Comunista, além de gestores e empregados do governo, a perderem seus empregos. Vários deles foram presos.

*Com Reuters

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