Cuba libertará mais 5 presos políticos, diz Igreja

Entre os prisioneiros está Juana María Nieves Mena, única mulher considerada presa por motivo políticos na ilha

iG São Paulo |

A Igreja Católica de Cuba anunciou nesta sexta-feira que o governo da ilha vai libertar mais cinco presos políticos que não estavam no grupo de 52 prisioneiros que começaram a ser libertados em julho.

Serão libertados Juana María Nieves Mena, Domingo Osuna Mederos, Juan Francisco Marimón Gómez, Misael Mena Fernández e José Luis Ramil Navarro, segundo a nota divulgada pelo arcebispado de Havana, que destaca que com este grupo serão 47 os prisioneiros que aceitaram sair de prisão e seguir para o exílio na Espanha.

A decisão parece confirmar a intenção do governo de Raúl Castro de ampliar as libertações de presos políticos além dos 52 já anunciados nos primeiros dias de julho, fruto da negociação com a Igreja Católica e apoiada pela Espanha.

Neste novo grupo se inclui a única mulher considerada presa por motivos políticos, Juana María Nieves Mena, presa desde dezembro de 1999 acusada de pirataria e condenada a 15 anos de reclusão.

Segundo dados da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), Juana cumpre pena na prisão de mulheres da província de Matanzas.

Domingo Ozuna Mederos está preso desde 2000 acusado de pirataria e sentenciado a 15 anos de prisão; Juan Francisco Marimón Gómez ingressou na prisão em 2003 por terrorismo com uma pena de 10 anos, e Misael Mena Fernández foi detido no final de 1999 acusado de pirataria e lesões e foi condenado a 17 anos de prisão.

Sobre José Luis Ramil Navarro, a CCDHRN não dispõe de dados e o considera um "caso pendente de documentação", mas estima que foi condenado por delitos contra o Estado cubano.

Com EFE

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