Segundo Igreja, Angel Moya ficará na ilha e Guido Sigler poderá ir aos Estados Unidos

A Igreja Católica afirmou que o governo de Cuba vai libertar dois presos políticos que rejeitaram exílio na espanha. Um deles, Angel Moya, poderá continuar em Cuba, enquanto o outro, Guido Sigler, "indicou seu desejo de ir para o Estados Unidos".

Os dois opositores fazem parte do grupo de 52 presos políticos que o governo cubano prometeu libertar depois de uma negociação com a Igreja  no ano passado. Angel Moya é marido de Bertha Soler, uma das líderes do movimento opositor Damas de Branco, e Guido Sigler é irmão de Ariel Sigler , libertado em junho e que hoje vive nos Estados Unidos.

Apesar do acordo com a Igreja Católica e o governo da Espanha prometendo libertar os prisioneiros, o governo cubano nunca se pronunciou oficialmente sobre um prazo para a libertação.

Para o governo, os dissidentes presos são "mercenários" a serviço dos Estados Unidos. Todos os 52 presos faziam parte do grupo de 75 dissidentes preso em 2003 e condenado a sentenças de entre seis e 28 anos de detenção.

Desde julho, foram libertados gradualmente 41 presos, a maioria direto para o exílio na Espanha com seus familiares. Após as libertações de Moya e Sigler, nove dissidentes do grupo continuarão presos.

Com AFP e Reuters

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