Cuba levanta proibição para venda de eletrodomésticos vigente desde 2003

Lista inclui ar-condicionado e aparelhos elétricos como fornos e cafeteiras proibidos para economizar energia

AFP |

O governo de Raúl Castro levantou neste sábado a proibição de venda de eletrodomésticos de alto consumo, vigente desde 2003, a fim de "completar a oferta à população e aos trabalhadores privados", segundo uma disposição oficial.

AP
Mulher faz café para a família em sua casa em Havana (14/07)
"Levando em conta a necessidade de adotar medidas para completar a oferta de produtos com destino à população e aos trabalhadores, se torna necessário retomar a venda a varejo dos referidos equipamentos", assinala a resolução publicada na edição digital da Gaceta Oficial.

Os equipamentos autorizados para venda são ar-condicionados, fornos, chuveiros, fritadoras, cafeteiras, grills, sanduicheiras, entre outros eletrodomésticos.

A venda a varejo desses produtos foi proibida em 10 de junho de 2003 pelo governo de Fidel Castro devido a seu alto consumo de energia.

Um ano depois, em maio de 2004, o sistema de energia cubano sofreu um colapso e levou o governo a tomar medidas urgentes para tentar modernização as termoelétricas e a adotar uma política de racionamento que chamou de Revolução Energética.

Os produtos que serão colocados à venda, praticamente todos de fabricação chinesa, já estão em exibição em algumas lojas, constatou a AFP.

Raúl Castro, que ampliou o trabalho privado como parte de suas reformas, afirma que destinou 300 milhões de dólares para a importação de artigos, ferramentas e meios para os novos trabalhadores privados.

Desde que substituiu Fidel, Raúl Castro levantou várias proibições, como o acesso a hotéis e aluguel de carros para os cubanos, venda de computadores, micro-ondas e outros artigos.

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