Cuba investirá US$ 130 mi em insumos para atividades privadas

Matérias-primas, produtos e ferramentas serão vendidos no varejo pela incapacidade do Estado de estabelecer mercado no atacado

AFP |

O governo de Cuba importará matéria-prima, produtos e ferramentas, num valor de US$ 130 milhões, para as atividades privadas atualmente permitidas na Ilha . As mercadorias, porém, serão vendidas a partir de 2011 no varejo por causa da incapacidade econômica do país de estabelecer um mercado no atacado, informou nesta sexta-feira o Ministério da Economia (MEP).

Reuters
Área onde cubanos podem retirar licenças para trabalhos privados em Havana, Cuba(16/09/2010)
Enrique Ramos, diretor de Comércio do MEP, informou ao jornal oficial Granma que US$ 36 milhões dos US$ 130 milhões corresponderão à demanda de alimentos nos novos cafés e pequenos restaurantes; o restante será constituído de "material, como ferramentas e equipamentos".

O governo de Raúl Castro autorizou em outubro a abertura de pequenos negócios em 178 atividades , para que ajudem a absorver meio milhão de funcionários estatais que perderão os empregos num processo - até o fim de março - de corte de "quadros inflados" de recursos humanos no Estado.

"Trata-se de garantir que não haja obstáculo ao trabalho por conta própria, uma alternativa de emprego para os que se tornarem disponíveis ou para os que, simplesmente, decidirem somar-se a novas atividades", disse o Granma.

O comércio varejista sofre com os altos preços e uma oferta reprimida por causa dos cortes nas importações. Por esse motivo, o fornecimento de insumos é uma das principais preocupações dos futuros pequenos empreendedores.

María Coombs, funcionária do Ministério do Trabalho, informou que, das 178 atividades autorizadas, 31 não requerem matérias-primas, 34 necessitam de poucas e 113 serão as de maior demanda. Além das compras, o governo faz um balanço de seus armazéns para canalizar insumos, originalmente destinados a empresas estatais, ao varejo.

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