Cortes entram em vigor em 1º de janeiro; governo anunciou que saúde e educação continuarão gratuitas, mas subsídios acabarão

AP
Sabão à venda em loja de Havana, capital de Cuba
Na tentativa de economizar e de desacostumar seus cidadãos dos subsídios dados pelo governo, Cuba anunciou na quarta-feira que retirará o sabão, a pasta de dente e o detergente da cesta básica mensal com comida e bens de consumo que entrega desde os primeiros dias da Revolução Cubana.

O corte mais recente na cesta básica, conhecida como "libreta", entra em vigor em 1º de janeiro, após resolução publicada no diário oficial do governo. Esses produtos serão vendidos em lojas a preços fixos, que vão de 5 pesos a 25 pesos (cerca de US$ 0,23 a US$ 1,13).

Os cubanos, que têm salário mensal médio de US$ 20, reclamam de sua situação econômica e têm mostrado preocupação com os cortes na cesta básica.

O governo comunista retirou anteriormente da cesta básica itens como batata e cigarro. A "libreta" foi criada para garantir que os cubanos não passassem fome após a revolução de 1959, que colocou Fidel Castro no poder, e após o embargo comercial imposto pelos Estados Unidos.

Atual presidente de Cuba, Raúl Castro - irmão mais novo de Fidel -, lançou uma campanha para reduzir os gastos governamentais e fazer os cubanos pagarem pelos seus próprios bens.

Ele anunciou também que a saúde e a educação na ilha continuarão sendo gratuitas, mas que outros subsídios serão cortados.

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