Cuba libertará 2,9 mil presos em 'gesto de boa vontade'

Segundo governo, lista inclui estrangeiros e condenados por "crimes contra a segurança do Estado"

iG São Paulo |

O presidente cubano, Raúl Castro, anunciou na sexta-feira que o governo libertará 2,9 mil presos, incluindo alguns condenados por crimes políticos, nos próximos dias.

O Conselho de Estado cubano, que governa o país, disse que a decisão foi um "gesto de boa vontade" depois de receber inúmeros pedidos de parentes e instituições religiosas.

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AP
O presidente cubano, Raúl Castro, chega à Assembleia Nacional em Havana (23/12)

Muitos do que estão sendo libertados são doentes, idosos ou mulheres, de acordo com as autoridades. De acordo com Castro, que fez o anúncio durante discurso na Assembleia Nacional, a visita iminente do papa Bento 16 é uma das razões que levou à decisão. Segundo ele, a atitude humanitária mostra a "força de Cuba".

Castro também disse que estão na lista 86 prisioneiros de 25 países. A vice-ministra de Relações Internacionais da ilha, Josefina Vidal, afirmou que entre eles não está o americnao Alan Gross, condenado por crimes contra o Estado.  

A recusa de Havana em libertar o americano - que cumpre pena de 15 anos em uma cadeia cubana por distribuir equipamentos ilegais de comunicação para a ilha comunista - causou mais um estremecimento nas relações do país com os Estados Unidos.

Oficiais do governo dizem que algumas pessoas condenadas por crimes contra "a segurança de Estado" também serão libertadas. "Todos eles completaram uma parte importante de suas sentenças e mostraram bom comportamento", disse um comunicado oficial citado pela agência de notícias Prensa Latina. No entanto, as autoridades ressaltaram que os condenados por crimes sérios como assassinato, espionagem e tráfico de drogas não serão anistiados.

No último mês de julho, o presidente Castro concordou, após conversas com a Igreja Católica, em libertar 52 dissidentes presos desde 2003. As prisões em massa daquele ano, que ficaram conhecidas como a Primavera Negra de Cuba, foram condenadas internacionalmente.

Cuba nega a manutenção de prisioneiros políticos, dizendo que eles são mercenários pagos pelos Estados Unidos para desestabilizar o governo.

Com BBC

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