Na tentativa de aumentar a eficiência da economia, governo incentiva população a se informar sobre direitos dos consumidores

Uma série de outdoors fixados recentemente chama a atenção de quem passa pelas ruas de Havana. Em primeiro lugar porque a propaganda comercial é proibida na ilha. Depois, por causa do produto anunciado: a Constituição Federal.

Como parte do pacote de medidas para aumentar a eficiência da economia cubana, o governo tem incentivado a população a se informar sobre como cobrar seus direitos de consumidores.

Em um país onde mais de 90% dos trabalhadores são funcionários públicos estáveis, é de se esperar que a qualidade dos serviços não seja das melhores. É isso que o governo está tentando mudar.

Os exemplares da Constituição são vendidos a vinte centavos de peso em lojas e agências dos correios e se tornaram um sucesso principalmente entre os jovens. Eles estão adotando a cultura de reclamar por melhor atendimento, seja em lojas, restaurantes ou repartições públicas, sempre com o livrinho amarelo em mãos.

“Se temos leis é para que todos as cumpram. Não aceito mais ser maltratada por vendedores ou seja lá quem for. Conheço meus direitos e quando não conheço, pesquiso”, disse a estudante Yasmin, de 21 anos.

Como a linguagem jurídica é hermética para boa parte da população, juristas têm dado plantão para esclarecer dúvidas em um serviço criado especialmente para isso na página da internet da Rádio Rebelde.

Apesar do número irrisório de cubanos com acesso à rede (menos de 3%) o serviço é um sucesso e alguns jovens chegam até a apontar supostas contradições no texto constitucional, colocando os juristas em saias justas.

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