Objetivo do encontro era melhorar as relações que foram prejudicadas principalmente a partir de 2009, com a prisão de Alan Gross, funcionário terceirizado dos EUA

Reuters

Uma delegação de sete membros do Congresso norte-americano reuniu-se na terça-feira (19) com o presidente de Cuba, Raúl Castro, para melhorar as relações que se deterioraram desde 2009, com a prisão na ilha de Alan Gross, funcionário terceirizado dos EUA.

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Senador americano Patrick Leahy tira fotos com sua câmera após encontro com chanceler cubano, Bruno Rodriguez, em Havana, Cuba
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Os integrantes do grupo parlamentar, que chegou a Cuba na segunda-feira (18), também estiveram com Gross, segundo informou um dos membros da delegação que pediu para não ser identificado.

Um comunicado emitido pelo governo cubano na terça disse que Castro e o chanceler Bruno Rodríguez se encontraram primeiramente com o senador democrata Patrick Leahy para discutir "assuntos de interesse para ambos os países" e depois se reuniram com outros parlamentares. Leahy reuniu-se com Castro, Rodríguez e Gross no ano passado.

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O senador, que falou a repórteres na segunda, disse que o destino de Gross e as reformas em curso em Cuba eram os principais temas da agenda do grupo. O comunicado do governo cubano, divulgado na terça com um vídeo da reunião, disse que a delegação dos EUA também realizou reuniões com o presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, e Rodríguez.

Leahy deve emitir um comunicado nesta quarta-feira sobre a viagem.

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Gross, 63 anos, foi preso em Havana em dezembro de 2009 e condenado a 15 anos de prisão pela instalação de redes de internet sob um programa secreto dos EUA que o governo cubano considera subversivo. O caso prejudicou uma breve tentativa de reaproximação entre Cuba e EUA.

O governo do presidente dos EUA, Barack Obama, disse que as relações entre os dois países não vão melhorar enquanto Gross permanecer preso. A lei norte-americana determina que as sanções econômicas dos EUA contra Cuba não podem ser levantadas até que o sistema político comunista de partido único seja alterado em Cuba, uma exigência rejeitada pelo governo cubano.

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