Brasil vai financiar fábrica de medicamentos em Cuba

Intenção é que remédios sejam enviados ao Brasil, dentro do programa de distribuição de medicamentos especiais do SUS

AE |

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Além de financiar a maior parte do porto de Mariel, em Cuba, o governo brasileiro também deve investir na primeira empresa a se instalar na zona livre de exportação que será criada junto com a construção do porto.

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Nesta terça-feira (31), no encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente Raúl Castro, foi assinado o primeiro convênio que levará à criação de uma fábrica de medicamentos que usará recursos brasileiros e tecnologia cubana, especialmente na área de anticancerígenos.

O primeiro cliente também deverá ser o governo brasileiro. A intenção é que os remédios sejam fabricados em Cuba para serem enviados ao Brasil, dentro do programa de distribuição de medicamentos especiais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Veja o especial do iG sobre Cuba

Cuba já exporta hoje remédios e insumos farmacêuticos para o Brasil, que representam mais de 80% da magra pauta de exportações da ilha.

A intenção do governo Dilma é que Mariel seja usado por outras empresas brasileiras que queiram vender para a América Central e o Caribe.

Hoje, Cuba importa 80% do que consome. Sua pauta de exportações vai pouco além de insumos para medicamentos, tabaco e níquel.

O Brasil, com US$ 90 milhões (cerca de R$ 157,4 milhões) comprados em 2011, é o segundo maior parceiro comercial do país desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

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