Escolas do Rio de Janeiro lideram ranking nacional do Enem

Em 2009, 25% entre as 20 escolas com melhores médias no Enem eram fluminenses, agora são 45%. Colégio São Bento tem nota mais alta

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

O Rio de Janeiro é o Estado com mais escolas entre as 20 escolas que aparecem no topo do ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de instituições que tiveram a participação de mais de 75% dos alunos no na avaliação. São nove no total, incluindo o Colégio de São Bento, que obteve a primeira colocação com uma média total de 791,7 e a totalidade dos alunos do terceiro ano realizando a prova. Essa é a quarta vez que a instituição obtém a melhor média desde a criação do ranking em 2006.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (12) o resultado por escolas do exame realizado em 2010 e, pela primeira vez, foi levado em conta o percentual de alunos que fizeram a prova. As outras escolas fluminenses no top 20 foram: Colégio Cruzeiro do Centro (6º), Santo Agostinho da Barra da Tijuca (9º), Andrews (12º), Santo Agostinho do Leblon (13º), PH (14º), Franco Brasileiro (15º), Ipiranga (17º) e Escola Modelar Cambaúba (19º). Minas Gerais tem cinco colégios entre os 20 melhores, e São Paulo, Mato Grosso do Sul e Piauí têm dois.

No ranking de 2009, as escolas do Rio ocupavam cinco das 20 primeiras posições (25%), e oito entre os 30 melhores. Agora são nove colégios entre os 20 (45%) e 13 entre os top 30.

Entre as campeãs, só privadas
Todas as escolas fluminenses que estão entre as 20 mais bem colocadas do ranking são privadas e ficam na capital. Entre as escolas públicas, a mais bem colocada é o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira, mais conhecido como Colégio de Aplicação da Uerj (CAp-Uerj), em 24º no país.

O instituto serve para formar professores da Uerj e recebe alunos da graduação, que dão aula, supervisionados pelo corpo permanente. “Caímos um pouco em relação ao ano passado, mas o padrão de qualidade permanece. Temos características que nos aproximam das boas escolas particulares”, explicou ao iG Miguel Tavares Mathias, diretor do CAp-Uerj.

Segundo ele, é necessário que haja uma maior valorização do professor e da escola na sociedade. “Um bom ensino vem através de bons profissionais e, por isso, é preciso que o governo dê melhores condições para o ensino. Um professor público recebe quase 70% a menos do que um particular. Além disso, a carga horária é muito maior”, afirmou.

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