TJDF nega pedido de Arruda para suspender votação de impeachment

STF decide ainda nesta quinta se o governador afastado ficará preso ou será libertado

Matheus Leitão e Rodrigo Haidar, iG Brasília |

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou, na manhã desta quinta-feira, pedido de Mandado de Segurança do governador afastado José Roberto Arruda. A defesa do governador pretendia suspender a sessão da Câmara Legislativa que decidirá se abre processo de impeachment contra ele.

O advogados do governador alegam que os deputados da Comissão Especial que analisa a matéria não respeitaram os prazos regimentais previstos no regimento da Câmara. Os desembargadores, contudo, rejeitaram o pedido. Os deputados distritais devem esperar a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a liberdade de Arruda antes de decidir se abrem o processo de impeachment.

O STF decide nesta quinta se o governador afastado ficará preso ou será libertado. Os ministros julgam, a partir das 14h, o pedido de habeas-corpus ajuizado pela defesa do governador. Nesta quarta, os advogados de Arruda estiveram no Supremo para entregar aos ministros um memorial no qual o governador se compromete formalmente a ficar afastado do governo até o fim das investigações do inquérito da Caixa de Pandora e das ações que nascerão da investigação.

O próprio governador assina o memorial, junto com os advogados Cristiano Maronna, Nélio Machado e Thiago Bouza, para que não haja dúvidas sobre sua definitiva e inabalável decisão.

José Roberto Arruda foi preso no dia 11 de fevereiro por decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tomada por 12 votos a dois. No mesmo dia, sua defesa entrou com pedido de liberdade no Supremo. No dia seguinte, Marco Aurélio negou o pedido e manteve o governador preso. O ministro ressaltou que a prisão preventiva se justificava porque foi baseada em dados concretos a evidenciarem desvios de conduta a atingirem a ordem pública.

O STJ decretou a prisão de Arruda pela acusação de tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Edson Sombra. Além de Arruda, o tribunal mandou prender outras cinco pessoas: Rodrigo Arantes, sobrinho e ex-secretário particular do governador; Wellington Morais, ex-secretario de comunicação do governo; Haroaldo Brasil, amigo de Arruda e ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB); Geraldo Naves, deputado distrital suplente; e Antonio Bento da Silva, servidor aposentado da CEB. Os cinco são apontados como intermediários da tentativa de suborno.

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