STJ quebra sigilo bancário de acusados no escândalo do Distrito Federal

Além de Arruda, outros sete acusados de envolvimento no mensalão do DEM e oito empresas tiveram sigilos quebrados

Matheus Leitão e Rodrigo Haidar, iG Brasília |

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Gonçalves deferiu pedido do Ministério Público Federal para a abertura do sigilo bancário e fiscal de oito acusados de envolvimento no mensalão do DEM, incluindo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), e o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente (sem partido), flagrado escondendo maços de dinheiro na meia. Oito Empresas também tiveram seus sigilos quebrados. O STJ já enviou ofícios ao Banco Central e à Secretaria da Fazenda do DF com os pedidos das informações sigilosas.

A quebra do sigilo ocorreu em 18 de dezembro e nesta terça-feira o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Cesar Rocha, ouvindo o relator do inquérito, ministro Fernando Gonçalves, autorizou a divulgação.

Além de Arruda, tiveram o sigilo bancário quebrado Domingos Lamoglia, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do DF; Fábio Simão, ex-chefe de gabinete; Omézio Pontes, ex-assessor de imprensa do governo; José Luiz Valente, ex-secretário de Educação do DF; Gibrail Gebrin, ex-assessor da Secretaria de Educação; e dos deputados distritais Leonardo Prudente e Eurides Britto.

As empresas que tiveram seu sigilo quebrado são: Adler Assessoramento Empresarial e Representações Ltda; Vertax Consultoria Ltda; Info Educacional Ltda; Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda; Linknet Tecnologia e Telecomunicações Ltda; CTIS Informática Ltda; Associação Brasiliense dos Amigos do Arruda no Distrito Federal; e Instituto Fraterna.

O governador José Roberto Arruda divulgou uma nota sobre a decisão do STJ. Leia a íntegra:

"O Governador José Roberto Arruda não foi notificado sobre a quebra do sigilo bancário e fiscal, mas reafirma que desde o inicio do processo colocou à disposição da justiça as informações bancárias e fiscais".

CPI da Corrupção

Nesta segunda-feira, a base aliada do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, ficou com a maioria das vagas da CPI da Corrupção (a chamada CPI da Propina) e das comissões que analisarão os pedidos de impeachment do governador e os processos disciplinares contra 10 parlamentares. Na CPI, os principais cargos serão ocupados por ex-secretários de Arruda.

O governador e os 10 parlamentares são citados no inquérito da operação Caixa de Pandora como supostos beneficiários do esquema de recebimento de propina. O inquérito aponta Arruda como o chefe do esquema.

*Com reportagem de Bruno Rico

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