Solto, Arruda vai se isolar em casa e ficar longe dos amigos do Poder

Orientação para o isolamento vem de sua esposa, Flávia Arruda; ela quer que seu contato de volta com a realidade seja gradual

Severino Motta, iG Brasília |

Após ser solto nesta segunda-feira, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda deve se trancar em sua casa. Não receberá amigos, principalmente aqueles que o acompanharam no mandato.

Agência Brasil
Ao lado da mulher, o ex-governador Arruda deixa a Superintendência da Polícia Federal

Segundo o iG apurou junto a pessoas próximas ao ex-governador, a orientação para o isolamento vem de sua esposa, Flávia Arruda. Ela quer que seu contato de volta com a realidade seja gradual. Por isso, nem mesmo a TV vai ser ligada dentro de casa nos primeiros dias.

Seis quilos mais magro e com a barba branca e longa, Arruda tem alterado momentos de euforia e depressão. O isolamento serviria para a recuperação psicológica e emocional do ex-governador.

Flávia também quer que Arruda aproveite os primeiros dias de liberdade para ficar com a filha do casal. Para ela, esse período de reclusão deveria se estender por meses, se possível, até o fim do ano.

Ao receber a informação de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) iria soltar o marido, Flávia teve uma crise de choro e só teria conseguido agradecer a Deus por ter sua família reunida novamente.

Apesar de manter o desejo de ficar em casa, recluso, Arruda recebeu já no início da noite a visita de dezenas de pessoas que foram fazer uma oração junto com o ex-governador.

Liberdade

Na tarde desta segunda-feira, por 8 votos a 5, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu revogar a prisão de Arruda. Os ministros entenderam que não há mais necessidade da prisão, porque Arruda não teria mais como Arruda atrapalhar as investigações do suposto mensalão em Brasília.

Arruda estava preso desde o dia 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, acusado de tentar subornar uma das testemunhas da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que desmontou um suposto esquema de arrecadação e distribuição de propina a integrantes do alto escalão do governo do Distrito Federal e empresários.

A decisão de hoje do STJ vale também para os outros cinco denunciados que estavam presos. Serão soltos, além de Arruda, o suplente de deputado distrital Geraldo Naves, o ex-secretário de comunicação Wellington Moraes, o conselheiro do Metrô Antônio Bento da Silva, o secretário particular de Arruda, Rodrigo Arantes Diniz, e o ex-diretor da CEB Haroaldo de Carvalho.

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