O secretário-geral do DEM, Flávio Curi, disse não haver motivo para que o governador interino do DF, Paulo Octávio, renuncie ao mandato ou saia do partido depois que teve seu nome citado nas denúncias de esquema de corrupção. Segundo ele, o que existe de concreto até agora é ¿apenas¿ a pressão de dois membros do partido ¿ o senador Demóstenes Torres (GO) e o deputado Ronaldo Caiado (GO).

Não há a possibilidade dele renunciar. Ele já renunciou à presidência do diretório. Agora, tem de cumprir o dever constitucional de governador interino. Se especula muito sobre a sua renúncia e sobre o que vai acontecer com Brasília, mas não vejo motivo para que ele seja expulso do partido, disse em entrevista à Agência Brasil.

Curi deve conversar ainda nesta quarta-feira com o presidente nacional do partido, Rodrigo Maia, para sentir o clima depois dos pedidos de integrantes da executiva nacional para que o diretório regional seja desfeito. Vemos isso com muita preocupação. Ninguém sabe o porquê, a motivação. Ouvi falar apenas, de maneria indelicada, que é preciso fazer uma assepsia, mas não sei qual assepsia precisa ser feita, disse, fazendo referência à declarações de Demóstens Torres e Ronaldo Caiado.

O secretário também não quis comentar a possibilidade de o governador licenciado, José Roberto Arruda, renunciar ao mandato para fugir do processo de cassação que será aprovado amanhã na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa. Ele não pertence mais ao partido. Não tenho nenhuma informação sobre o assunto, disse.

A CCJ da Câmara Legislativa deverá aprovar amanhã os três pedidos de impeachment contra Arruda. O deputado distrital Chico Leite (PT), disse que vai pedir, na mesma reunião, que três processos contra Paulo Octávio também sejam analisados. Os processo foram protocolados na semana passada.

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