Promotora que fingiu ser louca não é insana, conclui tribunal

Deborah Guerner terá de responder pelos crimes de que é acusada no escândalo do mensalão no DF

iG São Paulo |

Os integrantes da Corte Especial do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região concluíram ontem por unanimidade que a promotora de Justiça Deborah Guerner não sofre de insanidade mental. Por causa disso, ela deve responder pelos crimes pelos quais é acusada.

Deborah é suspeita de envolvimento num esquema de corrupção no Distrito Federal, que ficou conhecido como mensalão do DEM. A promotora e o marido, Jorge Guerner, chegaram a ficar presos por oito dias na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Na época, eles foram acusados de tentar atrapalhar o processo, simulando um suposto estado de insanidade mental.

Vídeos gravados na casa da promotora mostraram supostas aulas de um psiquiatra para instruir Deborah a simular transtornos mentais. Médicos teriam ajudado a promotora a simular um distúrbio mental para atrapalhar as investigações. Deborah aparecia no vídeo perguntando se poderia  "falar eufórica". "Pode. Muito excitada, eufórica e com o pavio muito curto", respondia o médico. 

O escândalo do DF foi revelado pelo iG em novembro de 2009. De acordo com o Ministério Público, o ex-governador Arruda, que chegou a ser preso, liderava um esquema de desvio de recursos públicos para enriquecimento pessoal e para o pagamento de deputados da base aliada. O esquema foi desmontado com a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.

*Com informações da Agência Estado

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