Procurador-geral defende manutenção de Arruda na prisão

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu nesta quarta-feira a manutenção na prisão de José Roberto Arruda, apesar da cassação de seu mandato de governador do Distrito Federal por infidelidade partidária. O Tribunal Regional Eleitoral decidiu na noite de terça cassar Arruda por ele ter se desfiliado do DEM durante o escândalo que atingiu seu governo. Ele é acusado de estar envolvido em suposto esquema de pagamento de propinas, e foi preso no dia 11 de fevereiro por acusado de tentar atrapalhar as investigações subornando uma testemunha do caso.

Reuters |

"Ainda há prova a ser colhida que pode ser ameaçada com a liberdade", comentou Gurgel a jornalistas.

Para o procurador, que apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de intervenção federal no DF, essa medida ainda é necessária. Gurgel reafirmou que há um "esquema criminoso" que domina o DF.

Ele acusou ainda os deputados da Câmara Legislativa local de tentarem arrumar subterfúgios com o objetivo de evitar a intervenção federal, como a ideia de realizar eleições indiretas para substituir Arruda.

"Quem seriam os eleitores? Os deputados envolvidos", questionou.

Gurgel disse que o Ministério Público pode concluir as investigações relativas ao caso em menos de 30 dias.

"O governo do Distrito Federal, seja no Executivo e seja no Legislativo, continua incapacitado de exercer adequadamente as suas atribuições."

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, também sinalizou ser favorável à manutenção de Arruda na prisão.

"Ele não foi preso por ser governador e não foi preso por ter abandonado partido político", argumentou a jornalistas.

(Reportagem de Fernando Exman)

    Leia tudo sobre: arruda

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG