Presidente interino da Câmara do DF diz que trabalhos de investigação continuam

A CPI da Corrupção, criada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal para investigar um esquema de propina do governo de José Arruda, não encerrará as atividades, pelo menos no que depender do presidente interino da casa, Cabo Patrício (PT).

Agência Brasil |

Com a decisão de quinta-feira da Justiça de afastar do cargo oito deputados, citados no processo da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o presidente do grupo Alírio Neto (PPS) havia extinguido a CPI. No entanto, de acordo com Patrício, a comissão deverá funcionar normalmente, ouvindo na terça-feira o ex-secretário de Assuntos Institucionais Durval Barbosa.

Interpretação subjetiva

Para Patrício, a extinção da CPI se deu por uma interpretação subjetiva que o deputado Alírio Neto fez da decisão da 7ª Vara da Fazenda Pública que só tratou do impedimento dos deputados distritais.

Além de Patrício, outros deputados distritais, principalmente da oposição e a própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também querem a continuidade dos trabalhos da CPI. A decisão judicial não atinge [a CPI]. Foi questão de interpretação de seu presidente [Alírio Neto].

Na segunda feira, deverão ser escolhidos os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Distrital e podem ser confirmados os nomes dos 5 integrantes da CPI.

Também deverá ser formada a comissão especial que vai analisar o processo de impeachment do governador José Roberto Arruda, apontado no inquérito da Polícia Federal como comandante do esquema de distribuição de dinheiro aos distritais em troca de apoio.

Volta ao trabalho

Nesta sexta-feira, o Diário Oficial da CLDF publicou a convocação dos deputados e suplentes não envolvidos nas denúncias para o início dos trabalhos legislativos deste ano em caráter extraordinário na segunda feira. Eles deverão comparecer de manhã, mas a reabertura será à tarde, no plenário, disse Patrício.

Para o deputado, nenhum transtorno no funcionamento da CPI é motivo para retardar a apresentação do relatório ¿ a cargo do deputado Batista das Cooperativas ¿ PRP ¿, que teve prazo de 10 dias úteis para apresentá-lo. A procuradoria da Câmara já fez a análise do processo de impeachment e o deputado já tem uma posição. Por isso, não há motivos para continuar com o processo embaixo do braço.

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