Polícia Federal autoriza saída de Arruda da prisão para fazer exames médicos

Arruda já tinha deixado a prisão anteriormente para avaliar problemas cardíacos

Fred Raposo, iG Brasília |

A polícia explica que a saída pode ocorrer hoje ou amanhã, mas não informou onde o governador afastado fará os exames ou a hora em que ele deixará a Superintendência da PF, em Brasília. De acordo com médicos particulares, Arruda vem reclamando de dores no tornozelo direito, que operou no fim do ano passado após romper ligamento.

Arruda já tinha deixado a prisão anteriormente para avaliar problemas cardíacos. A PF explica ainda que médicos do órgão também vem prestando atendimento ao governador afastado.

Preso desde 11 de fevereiro, por tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra - testemunha do caso que investiga suposto esquema de propinas montado dentro do governo do Distrito Federal. Há duas semanas, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por nove votos a um, negar o pedido de liberdade de Arruda.

A prisão

José Roberto Arruda foi preso no dia 11 de fevereiro por decisão da Corte Especial do STJ, tomada por 12 votos a dois. No mesmo dia, sua defesa entrou com pedido de liberdade no Supremo. No dia seguinte, Marco Aurélio negou o pedido e manteve o governador preso. O ministro ressaltou que a prisão preventiva se justificava porque foi baseada em dados concretos a evidenciarem desvios de conduta a atingirem a ordem pública.

Agência Brasil
O governador José Roberto Arruda

O STJ decretou a prisão de Arruda pela acusação de tentativa de suborno ao jornalista Edson Sombra. Além de Arruda, o tribunal mandou prender outras cinco pessoas: Rodrigo Arantes, sobrinho e ex-secretário particular do governador; Wellington Morais, ex-secretario de comunicação do governo; Haroaldo Brasil, amigo de Arruda e ex-diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB); Geraldo Naves, deputado distrital suplente; e Antonio Bento da Silva, servidor aposentado da CEB. Os cinco são apontados como intermediários da tentativa de suborno.

Os ministros entenderam que a prisão era necessária porque o governador estava comprando uma testemunha para atrapalhar as investigações do inquérito da Caixa de Pandora, que revelou um esquema de corrupção na cúpula dos poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal.

Segundo as investigações, eles ofereceram dinheiro a Sombra para que ele desse uma declaração atacando a autenticidade dos vídeos gravados por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e pivô do escândalo do DF. Os vídeos, nos quais empresários, deputados, secretários e o próprio governador aparecem pegando dinheiro supostamente de propina, foram divulgados em primeira mão pelo iG .

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