A decisão do governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio, de permanecer no cargo foi tomada depois de uma longa avaliação feita com asssessores e aliados políticos acerca do encontro que ele manteve, pela manhã, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As primeiras versões do encontro davam conta de que Lula havia lavado as mãos e que, com isso, Paulo Octávio perdera qualquer sustentação política.

Na verdade, Lula chegou a dizer ao governador interino do DF que o via "na linha de tiro" e que não podia apoiá-lo. Só que também o presidente afirmou que não poderia ir contra Paulo Octávio, ou tomar qualquer decisão que pudesse ter uma interpretação política, já que o governador é oriundo de um partido de oposição, o DEM.

"Nesse caso, só tenho espaço para uma postura institucional", afirmou o presidente. E essa postura institucional - arrematou Lula, explicitamente - será esperar pela decisão do Supremo Tribunal Federal acerca do pedido de intervenção no DF, movido pelo procurador-geral da República. Ou seja: quem pode dar ou tirar sustentação de Paulo Octávio é o STF.

Esse foi o recado dado pelo presidente e entendido pelo governador-interino: se o STF se manifestar contra a intervenção, estará dando legitimidade a seu mandato, que só poderá ser retirada com alguma denúncia nova ou prova definitiva de seu envolvimento no escandalo que abateu o governador licenciado, José Roberto Arruda.

E se o STF decidir pela intervenção, paciência, acabou o governo. Daí Paulo Octávio ter anunciado que preferiu esperar a decisão da Suprema Corte.

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