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Não há negociação, diz ministro do Supremo sobre prisão de Arruda

Relator do pedido de habeas-corpus em favor do governador afastado do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (sem partido), no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Marco Aurélio Mello criticou nesta quarta-feira qualquer http://ultimosegundo.ig.com.br/escandalodf/2010/03/03/arruda+vai+se+comprometer+no+stf+a+ficar+afastado+9415839.htmlnegociação que envolva a renúncia de Arruda em troca do relaxamento de sua prisão.

iG São Paulo |

Segundo ele, caberá ao STJ decidir se revoga a prisão de Arruda em eventual compromisso de manter-se afastado do governo do DF. Para Marco Aurélio, não há negociação.

A questão da volta ou da ausência do retorno à cadeira do governo se resolve no campo político. Não há negociação. O STJ deverá decidir se, com a liberdade dele, terá ou não prejuízo às instruções criminais, disse.

O ministro sinalizou que levará ao plenário do STF, nesta quinta-feira, para o julgamento em definitivo do pedido de habeas-corpus de Arruda, o voto pela manutenção da prisão. O governador está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 11 de fevereiro por determinação do STJ.

Arruda é acusado de tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção que atinge seu governo, empresários e deputados distritais. O Supremo vai decidir se a decisão do STJ deve ser revogada. Em caráter provisório, Marco Aurélio Mello negou o pedido feito pelos advogados de Arruda.

Não percebi desacerto a ponto de ensejar o deferimento da liminar, disse o ministro, sem, contudo, confirmar o voto que será levado ao plenário da Corte.

Documento

Apesar da declaração do ministro Marco Aurélio Mello, a defesa de Arruda protocolou nesta tarde um documento que inclui compromisso de ficar licenciado da chefia do Executivo do DF até o final das investigações da Operação Caixa de Pandora.

A estratégia da defesa ao apresentar o documento é aumentar as chances de obter vitória no julgamento do habeas-corpus. O documento é assinado pelo próprio Arruda e por seus advogados.

A licença até o fim das investigações já havia sido anunciada pelo advogado Nélio Machado, na semana passada, e hoje foi oficializada aos ministros.

* com informações da Agência Estado e Agência Brasil

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