Ministro do Supremo mantém prisão do governador Arruda

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, informou nesta sexta-feira que a decisão sobre o pedido de soltura do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), deve ser divulgada oficialmente nesta tarde. O texto, que mantém a prisão do governador, está sendo redigido em seu gabinete.

iG São Paulo |

Embora a decisão não seja ainda oficial, a Associação dos Magistrados Brasileiros divulgou nota pública elogiando a decisão do ministro do STF, de negar pedido de habeas corpus.

"A Associação dos Magistrados Brasileiros, entidade que congrega todos os segmentos da magistratura nacional, contando com quase 14 mil filiados em todo país, vem a público elogiar a decisão do ministro Marco Aurélio de Mello de negar o pedido de habeas corpus ao governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda. A AMB, como entidade defensora da ética, no exercício da função pública e com o combate à corrupção, reforça que decisões como essa fortalecem a jovem democracia brasileira e contribuem para o fim da impunidade no País." A nota é assinada pelo presidente da AMB, Mozart Valadares Pires.

O governador passou a noite preso em uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal (PF). O assessor de imprensa de Arruda, André Duda, informou que a PF colocou uma cama à disposição do governador licenciado de Brasília.


Carro com Arruda chega à sede da PF em Brasília / Foto: AE

Reunidos no restaurante Piantela, tradicional reduto de políticos em Brasília, os advogados de Arruda, Nélio Machado e José Gerardo Grossi, passaram a noite discutindo o pedido de habeas-corpus. Em certo momento, chegou a informação de que Arruda pediu uma pizza. Os dois desmentiram e afirmaram que o governador passou a noite em claro e não comeu.

Arruda e mais quatro pessoas tiveram a prisão determinada sob a acusação de atrapalhar as investigações do inquérito da Caixa de Pandora, que revelou um esquema de corrupção na cúpula dos poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal. A acusação de atrapalhar as investigações tem base na tentativa de suborno feita por emissários do governador ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Edson Sombra.


Presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha (c), o relator, Fernando Gonçalves (d), e Nilson Naves após sessão / Foto: AE

O sobrinho de Arruda, Rodrigo Arantes, se entregou à Polícia na noite de quinta. A PF ainda aguarda que os outros três acusados pela tentativa de suborno se entreguem: Wellington Morais, ex-secretario de comunicação do governo; Haroaldo Brasil, amigo íntimo de Arruda e ex-diretor da Companhia Energética de Brasília; e Geraldo Naves, ex-deputado distrital. Eles serão considerados foragidos pela Polícia quando o decreto de prisão completar 24 horas. A decisão de prendê-los foi tomada na quinta, por volta das 15h.

Segundo as investigações, eles ofereceram dinheiro ao jornalista para que Sombra desse uma declaração atacando a autenticidade dos vídeos gravados por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e pivô do escândalo do DF. Os vídeos, nos quais empresários, deputados, secretários e o próprio governador aparecem pegando dinheiro supostamente de propina, foram divulgados em primeira mão pelo iG .

*com informações da Agência Estado

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