Ministério Público Federal defende manutenção da prisão de Arruda

O Ministério Público Federal enviou (MPF) nesta segunda-feira parecer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo que o ex-governador do Distrito Federal (DF) José Roberto Arruda continue preso. Segundo informações do MPF, a subprocuradora-geral da República Raquel Elias Ferreira Dodge pediu ao STJ o indeferimento do novo pedido de liberdade ou de prisão domiciliar feito pela defesa de Arruda.

Agência Brasil |

Segundo o parecer da subprocuradora, trata-se de reiteração do parecer anterior, uma vez que o novo pedido da defesa reitera o pedido de revogação da prisão preventiva ao alegar agravamento de seu estado de saúde.

O pedido dos advogados foi apresentado com o relatório médico e o laudo de tomografia computadorizada das artérias coronárias, além de carta manuscrita em que Arruda manifesta desinteresse em recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal que cassou o seu mandato por infidelidade partidária.

Arruda está preso há dois meses na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília por suposta tentativa de suborno de uma das testemunhas da Operação Caixa de Pandora da PF, que desmontou um esquema de arrecadação e distribuição de propina a integrantes do alto escalão do governo do DF e empresários.

O STJ deve julgar nesta tarde, em sessão da Corte Especial, o pedido de revogação da prisão de Arruda.

STJ severo

O advogado de Arruda, Nélio Machado, disse à Agência Brasil que espera que o STJ tenha sensibilidade para julgar o pedido de revogação da prisão de seu cliente. Uma sessão extraordinária está marcada para as 14h.

Segundo Machado, o STJ tem sido muito severo com o caso. Espero que o tribunal julgue bem e tenha sensibilidade porque está sendo muito severo, afirmou.  

A Polícia Federal enviou ao STJ o relatório dos depoimentos de pessoas acusadas de envolvimento no esquema. Além disso, foi encaminhado ao tribunal o parecer do Ministério Público Federal sobre a revogação da prisão. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, havia dito que poderia pedir a libertação de Arruda quando a PF concluísse a fase de investigação da Operação Caixa de Pandora.

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