Manifestantes desocupam prédio da nova Câmara do Distrito Federal

Desocupação foi decidida em assembléia após o grupo tomar conhecimento da determinação de reintegração de posse

Severino Motta, iG Brasília |

Os cerca de 60 manifestantes que ocupavam o prédio da nova Câmara Legislativa do Distrito Federal, em Brasília, deixaram o edifício no início da noite. A decisão de desocupar o espaço foi decidida em uma assembléia após o grupo tomar conhecimento da determinação de reintegração de posse expedida pela Justiça do Distrito Federal.

Os cerca de 100 agentes da polícia que cercavam o prédio acompanharam a saída dos estudantes e até o momento não há registro de conflito. Antes dos estudantes saírem, policias e oficiais de justiça fizeram uma fiscalização no local e constataram que a ocupação não gerou danos ao prédio.

Após a decisão da desocupação, os manifestantes que estavam no segundo andar do prédio cantaram palavras de ordem e dançando uma espécie de ciranda comemoraram o resultado da ocupação. Para garantir a saída pacífica houve uma negociação entre a polícia e representantes da manifestação.

AE
Manifestantes durante a madrugada de quinta-feira na nova sede da Câmara

Segundo o coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB), Raul Cardoso, a ocupação do novo prédio da Câmara serviu para reorganizar o movimento Fora Arruda e Toda a Máfia e novamente mobilizar manifestantes contra a corrupção no Distrito Federal. Com a saída, os estudantes prometem ir até a Fundação Nacional de Artes (Funarte), onde acontece a festa Brasília Outros 50 e realizar novos protestos contra a eleição indireta de Rogério Rosso (PMDB) para o governo do Distrito Federal.

O prédio ocupado pelos manifestantes é situado no centro administrativo de Brasília, próximo ao Palácio do Governo, o Buriti. A obra está em fase de acabamento e em breve o Legislativo será transferido para a nova instalação.

Na pauta da manifestação está a exoneração do coronel Silva Filho da Polícia Militar - o mesmo que estava à frente da operação policial que reprimiu manifestantes em dezembro -  e a impugnação de Rosso como que chegou ao poder através do voto indireto. Das 13 indicações que recebeu de deputados distritais, oito eram de deputados citados no chamado Mensalão do DEM.

Sobre a intervenção no Distrito Federal, Luana disse que o grupo ainda não fechou posição sobre o assunto.

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