Enquanto a imprensa se aglomerava na Superintendência da Polícia Federal à espera da chegada do governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), motoristas já buzinavam perto do edifício, comemorando a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Cinco integrantes do movimento Fora, Arruda acompanharam a movimentação no prédio da PF, mas foram retirados das proximidades do local.

"Este dia é apenas mais um passo desse processo, que vai durar o ano inteiro possivelmente até a gente ter um Distrito Federal que seja justo e igualitário, em que interesse de empresários, burocratas e de algumas pessoas não se sobreponha aos interesses da população", disse o cientista social Paulo Fernandes, de 25 anos, integrante do movimento.


Manifestantes deixam montagem no STF / Foto: AE

O objetivo dos membros do movimento era seguir para o STF e pressionar os juízes para que não aceitassem o pedido de habeas-corpus do governador licenciado.

Buzinas e gritos

Menos de uma hora após a corte especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretar a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), manifestantes começavam a fazer barulho em frente à residência oficial do governo, em Águas Claras, cidade-satélite a 17 quilômetros do centro de Brasília.

O trânsito já caótico do fim da tarde na capital começou se agravar por volta das 18h em razão das manifestações.

Futura Press
Arruda
Manifestantes se reúnem na casa de Arruda
Com buzinas e gritos de "Cadeia pra ele", motoristas paravam o carro até mesmo no meio-fio da pista oposta à residência para "registrar" o seu protesto.

Na residência, 20 policiais, em três camburões e um microônibus, foram destacados para garantir a segurança e evitar tumultos.

Alguns tiveram de atravessar a pista para fazer o patrulhamento e impedir que os carros parassem na rua e provocassem mais engarrafamento.

(Com reportagem de Priscila Borges, de Brasília)

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