Investigação contra Bandarra racha promotores no DF

A intervenção do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) na investigação contra o procurador-geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, suspeito de ligação com o mensalão do DEM, acirrou de vez a guerra entre os promotores de Brasília. A reportagem teve acesso às mensagens eletrônicas trocadas entre eles nos últimos dois dias na rede interna do Ministério Público do DF, com acusações, ironias e provocações.

Agência Estado |

No centro da discussão, a lentidão da corregedoria do órgão local em investigar as denúncias de Durval Barbosa - delator do esquema de corrupção no DF. Bandarra teria recebido R$ 1,6 milhão do governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) para não incomodar ações do seu governo, entre elas, a renovação sem licitação de milionários contratos de limpeza urbana.

Foi essa demora que motivou a interferência do Conselho Nacional, revelada na quarta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo. "A transparência é corolário do princípio da publicidade e ofende a lógica da corrupção e do poder, que é a lógica da dissimulação", afirmou o promotor Jairo Bisol.

Seu colega Petrônio Calmon rebateu: "Se algum promotor de Justiça cometeu algum crime, nosso dever é ter serenidade. Não é hora de jogar lama no MPDFT ou de jogar o MPDFT na lama", ressaltou ele, em referência ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Para ele, as críticas internas são um "movimento fatricida (sic) e autofágico". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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