Institutos pagam quase R$ 20 milhões a empresa suspeita no Distrito Federal

Empresa que presta serviços de informática recebeu R$ 19,5 milhões de agências do governo

Fred Raposo, iG Brasília |

Os movimentos do Instituto de Assistência à Saúde (Inas), após 2007, apontam uma relação carnal com o escândalo de corrupção que pulverizou o alto escalão do GDF no fim do ano passado. Gravações exibidas em primeira mão pelo iG mostram o ex-presidente do Inas, Odilon Aires, recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, delator do suposto esquema de corrupção.

Segundo o Inquérito 650, Durval disse à Justiça que, em 2006, o então deputado distrital Odilon Aires foi um dos primeiros parlamentares da base "cooptado" para ajudar na campanha que elegeu José Roberto Arruda (sem partido) governador. A investigação, que tramita no Superior Tribunal de Justiça, também aponta que uma das empresas que mantém contratos milionários com os institutos presididos por Aires pagava "propina de forma regular e contínua" ao esquema. 



De acordo com o Sistema Integrado de Gestão Governamental (SIGGO), a Evoluti, que presta serviço de informática, recebeu do Inas R$ 6,9 milhões, somando desembolsos de 2008 e 2009. Do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev), a soma sobe para R$ 12,6 milhões desembolsados apenas no ano passado. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa negou que haja irregularidades nos contratos firmados com o GDF e que não foi comunicada oficialmente sobre a investigação da Justiça.

O presidente do Inas e do Iprev, Hudson Maldonado, afirma que o governador interino do Distrito Federal, Wilson Lima, suspendeu os contratos firmados com empresas investigadas pelo Superior Tribunal de Justiça, inclusive os da Evoluti. Maldonado explica também que os funcionários responsáveis pela execução dos contratos e pela análise dos processo dos institutos foram afastados. Ressalta, no entanto, que "nada ficou comprovado contra eles" e que tampouco identificou irregularidades nos contratos.

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