Governador Arruda se entrega à Polícia Federal

Governador do DF seguiu para a Superintendência da Polícia Federal após o STJ decretar sua prisão preventiva

Matheus Leitão e Rodrigo Haidar, iG Brasília |

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, se entregou na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Minutos depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretar sua prisão preventiva, o governador deixou a residência oficial de Águas Claras. O comboio era composto por seis carros. Nete momento, Arruda presta depoimento em uma área de segurança da Superintendência. Em seguida, será encaminhado a uma sala especial de 20 metros quadrados.

André Duda, assessor de imprensa de Arruda, disse em entrevista coletiva na Polícia Federal que o governador "recebeu com serenidade" a decisão do tribunal e preferiu se colocar à disposição da Superintendência da PF, mesmo tendo rebedido um "oferecimento para ficar em outro lugar".

A corte especial do STJ ratificou, por 12 votos a 2, o decreto de prisão contra o governador José Roberto Arruda. Com o pedido de prisão e o pedido de licenciamento do cargo do governador Arruda, o procurador-geral da República Roberto Gurgel está a caminho do Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir intervenção federal no Governo do DF.

O argumento para intervenção é o de que todos na linha de sucessão de Arruda também são investigados no inquérito da Operação Caixa de Pandora.

AE
Presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha (c), o relator, Fernando Gonçalves (d), e Nilson Naves após sessão

Como governador, Arruda tem a prerrogativa de prisão em sala de estado maior, dada a governadores. O benefício concede a Arruda o direito de ficar preso em quartel general e distrito policial.

A prisão de Arruda foi pedida pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, motivada pela tentativa de suborno do jornalista Edson Sombra, testemunha do caso. O ministro também decretou a prisão de Wellington Morais, ex-secretario de comunicação do Governo do Distrito Federal (GDF), de Haroaldo Brasil, amigo íntimo de Arruda e ex-diretor da Companhia Energética de Brasília, Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário particular de Arruda e de Geraldo Naves, ex-deputado distrital. Eles são acusados, junto com Antonio Bento, preso em flagrante pela Polícia Federal ao entregar uma sacola com R$ 200 mil a Edson Sombra no dia 4 de fevereiro, de coagir testemunha e produzir falsas provas.

Os artigos nos quais Fernando Gonçalves baseou sua decisão são o 299 (falsidade ideológica), e o 343 (suborno), ambos do código penal. O ministro é conhecido no meio jurídico por ser um magistrado cauteloso. Na sua carreira, Gonçalves somente havia mandado prender outras duas pessoas.

No início da semana, o governador Arruda planejava viajar a uma cidade próxima de Brasília para descansar no carnaval. A assessores próximos ele comentava que não tinha condições de governar.

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