Geraldo Naves, o deputado do bilhete, pede habeas-corpus ao Supremo

Naves é um dos seis presos sob acusação de intermediar a tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra

Rodrigo Haidar, iG Brasília |

O ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM) entrou com pedido de habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Naves é um dos seis presos sob acusação de intermediar a tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Edson Sombra.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o ex-deputado foi quem procurou Sombra pela primeira vez com a proposta para que o jornalista atacasse a autenticidade dos vídeos divulgados por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e pivô do escândalo do Distrito Federal. Naves levou a Sombra um bilhete escrito pelo governador afastado José Roberto Arruda com pedido de ajuda.

Geraldo Naves é o terceiro dos seis presos a entrar com pedido de liberdade no Supremo. Os dois que já entraram com pedido de habeas-corpus são Wellington Moraes, ex-secretário de comunicação do governo distrital e o governador afastado Arruda. Também foram presos pela PF: Antônio Bento Silva, servidor aposentado da CEB; Rodrigo Diniz Arantes, sobrinho e secretário de Arruda; e Haroaldo Brasil de Carvalho, ex-diretor da CEB.

O ex-deputado admitiu ter entregado um bilhete escrito pelo governador a Sombra. Mas ele negou que o papel fazia parte de uma tentativa de suborno. O bilhete foi apresentado por Sombra PF para comprovar a pressão sofrida para alterar seu depoimento sobre o suposto esquema de distribuição de propina no governo do DF e na Câmara Legislativa.

Segundo Naves, o recado de Arruda tinha o objetivo de tranquilizar o jornalista, que temia uma queda no número de anúncios publicitários e de verba de patrocínio em seu jornal depois do escândalo. A defesa de Arruda afirma que a tentativa de suborno foi uma armação. E que o deputado levou o papel rascunhado a Edson Sombra sem o conhecimento ou a anuência do governador.

Os advogados Gerardo Grossi e Nélio Machado, que representam o governador, creditam o bilhete a uma antiga mania do governador. Tudo que Arruda pensa ele escreve em papéis que ficam jogados sobre a sua mesa, em profusão. Qualquer bobagem, afirmou Grossi em recente entrevista coletiva.

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