Ex-secretários de Arruda lideram CPI que o investiga

O presidente e o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito instalada nesta segunda-feira para analisar as denúncias contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), foram seus secretários na gestão atual. Alírio Neto (PPS) vai ser o presidente da comissão.

Agência Estado |

Ele foi secretário de Justiça até o mês passado, quando o seu partido, o PPS, decidiu abandonar a base de apoio de Arruda. A relatoria da CPI ficou com Raimundo Ribeiro (PSDB), que também foi secretário de Justiça de Arruda.

Alvo de investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Arruda garantiu maioria nas três comissões que vão investigar e decidir o seu destino nos próximos meses na Câmara Legislativa.

A CPI instalada hoje adiou para quinta-feira (14) a análise dos primeiros requerimentos apresentados à comissão. O deputado distrital Paulo Tadeu (PT), único representante da oposição no colegiado, queria aprovar dois requerimentos de sua autoria, mas não teve apoio para fazer valer sua posição.

O primeiro deles requisitava o depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa. Ele foi o pivô da Operação Caixa de Pandora, que desbaratou o "mensalão do DEM". Barbosa é o autor de dezenas de vídeos anexados ao inquérito que mostram deputados distritais recebendo dinheiro do suposto esquema de recebimento e distribuição de propina e está sob guarda do Programa de Proteção à Testemunha do Ministério da Justiça desde que o escândalo do DF foi deflagrado.

"Não adianta convocar de "A a Z" e não ter condições de trazê-los até aqui", disse o relator Raimundo Ribeiro (PSDB), ao orientar a rejeição da convocação de Durval Barbosa. "Mais que investigado, ele é denunciante. Ele tem capacidade de passar a essa CPI como funcionava o processo, quais eram os mecanismos utilizados", defendeu Tadeu. A votação do requerimento, por fim, foi adiada.

O outro requerimento apresentado por Paulo Tadeu pede ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a cópia integral do inquérito da Operação Caixa de Pandora, "contendo, inclusive, todos os documentos que tramitam em segredo de Justiça". A votação do requerimento também foi adiada.

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