O empresário Gilberto Lucena, dono da Linknet, não compareceu à reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção da Câmara Legislativa do Distrito Federal, marcada para a manhã desta quarta, para ouvir o seu depoimento.

Na falta do primeiro depoente, os deputados decidiram adiar todos os interrogatórios marcados para os próximos dias para depois do dia 30 deste mês, quando será ouvido Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF e delator do "mensalão do DEM", suposto esquema de corrupção que seria chefiado pelo ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

Os deputados remarcaram o depoimento do empresário para o dia 5 de abril e aprovaram sugestão da presidente da CPI, deputada Eliana Pedrosa (DEM), para que o juizado criminal de Goiânia, onde Lucena mora, determine que um oficial de Justiça o obrigue a comparecer da comissão, caso ele não tenha justificativa para faltar. O oficial de Justiça pode solicitar auxílio de força policial, se preciso.

Gilberto Lucena aparece em um dos vídeos da Operação Caixa de Pandora pagando propina a Durval Barbosa. A Linknet é apontada no inquérito como uma das que abastecia o esquema de corrupção no governo do DF, que envolve de secretários de governo a deputados distritais e empresários. Durval Barbosa está sob proteção policial desde que denunciou o mensalão à Justiça. Seu depoimento ocorrerá na próxima terça-feira, na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília.

No mesmo dia do depoimento de Gilberto Lucena, estão previstos os interrogatórios de Antônio Ricardo Pechis, da empresa Adler, e Maria Cristina Bonner Léo, da TBA. O plano de trabalho da CPI prevê apresentação e votação do relatório final para o dia 18 de junho.

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