Em julgamento, Deborah Guerner diz passar mal e provoca confusão

Em sessão para decidir possível ação criminal, promotora fala alto, diz sofrer um AVC e é levada a posto médico

iG São Paulo |

Desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1), em Brasília, decidiram nesta quinta-feira abrir um processo criminal contra a promotora de Justiça Deborah Guerner e Leonardo Bandarra , ex-procurador de Justiça do DF, por supostas irregularidades relacionadas ao escândalo do mensalão do DEM na capital federal. De acordo com o delator do suposto esquema, Durval Barbosa, os dois teriam cobrado R$ 2 milhões do ex-governador José Roberto Arruda para não divulgar um vídeo no qual ele aparece recebendo dinheiro de Barbosa.

AE
A promotora Deborah Guerner deixou o posto médico do tribunal em cadeira de rodas

Na parte da manhã do julgamento foram ouvidos os advogados dos acusados e o Ministério Público, mas o destaque ficou com a promotora Deborah Guerner. O presidente do TRF, Olindo Menezes, ameaçou retirá-la do plenário logo no início da sessão, por volta das 9 horas, porque ela estava falando em voz alta, atrapalhando os trabalhos. Cerca de duas horas depois, ela e o marido, Jorge Guerner, se levantaram. Segundo Deborah, ele estaria passando mal, pois teria tido um princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC) nos últimos dias.

Acompanhados pelo advogado que os defende, Deborah e Jorge Guerner saíram rumo ao posto médico que fica em um prédio localizado no outro lado da rua onde fica o tribunal. Quando quase estavam chegando ao local, Deborah começou a cair lentamente, dando a impressão de ter desmaiado. A partir de então, ela foi carregada por um outro homem até o posto médico. O advogado deles informou, então, que os dois ficariam em observação no posto médico. Até 12h30, quando o julgamento foi interrompido para o almoço, eles não haviam retornado ao plenário.

Mais tarde, boletim médico divulgado pelo tribunal informou Deborah deixou o posto “tranquila e clinicamente estável”. De acordo com o documento, a promotora deixou o local a seu pedido, mediante assinatura de termo de responsabilidade. Ainda assim, pediu uma cadeira de rodas para o deslocamento. Ao ser perguntado se a sua cliente teria simulado o mal-estar, o advogado de Deborah, Maurício Araújo, negou: “Isso seria má-fé. Ela sofreu um desmaio. Não teria por que simular isso. Eles estão com o estado emocional fragilizado”.

*Com informações da Agência Estado e da Agência Brasil

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