Eleição de Rosso deve fazer ex-aliado de Arruda vice na chapa do PT

Nome mais cotado para a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz (PT) é o de Tadeu Filippelli (PMDB)

Severino Motta, iG Brasília |

Com a vitória de Rogério Rosso (PMDB) para o mandato-tampão que vai até dezembro no Distrito Federal, ex-aliados do governador cassado, José Roberto Arruda, devem estar juntos do PT nas eleições de outubro.

O nome mais cotado para a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz (PT) é o de Tadeu Filippelli (PMDB), que seria companheiro de chapa de Arruda, disputando uma das vagas ao Senado, caso a operação Caixa de Pandora não tivesse interrompido a carreira política do ex-governador.

A união entre PT e PMDB no Distrito Federal se deu justamente numa espécie de apoio branco dos petistas à candidatura de Rosso. Mesmo com um nome na eleição indireta - que acabou servindo para marcar posição junto à sociedade - algumas reuniões foram realizadas com membros da Executiva regional do PT e de representantes do Planalto para selar a vitória do PMDB e o futuro apoio do partido a Agnelo.

Foi justamente por isso que o PT não aceitou o apoio que o DEM e o PSDB lhe ofereceram na reta final da eleição indireta. Se aceitasse, poderia ter feito o governador para o mandato-tampão, mas comprometeria a parte que cabe ao Distrito Federal no acordo que está sendo costurado entre PT e PMDB para os palanques regionais visando a eleição da ex-ministra Dilma Rousseff.

Adversário

A eleição de Rosso também enfraqueceu a candidatura de do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que deve disputar com Agnelo os votos no Distrito Federal. Tendo apoiado publicamente e trabalhado nos bastidores pela eleição de Wilson Lima (PR), Roriz sofreu sua primeira derrota na corrida rumo à eleição de outubro.

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Rosso fala com a imprensa logo após saber resultado da votação

O ex-governador acreditava que ajudando na eleição de Lima teria mais força para negociar junto ao PR. Sua intenção é ter o partido como aliado com o deputado Jofran Frejat (PR-DF) na vaga de vice.

No atual quadro político do Distrito Federal, Roriz tenta agora trazer o PSDB para sua aliança. Tem oferecido apoio e votos para a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), que quer concorrer à Câmara Federal.

Roriz, inclusive, hipotecou apoio e disse que abriria seu palanque ao candidato tucano à presidência, José Serra. Se conseguir atrair o PSDB, quem ficará em situação de dificuldade é o DEM, que além de ter sobre si o peso das investigações do Mensalão, ficará sem grandes siglas para negociar alianças.

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