Diretor se entrega e agora são dois foragidos no Distrito Federal

O diretor da Companhia Elétrica de Brasília, Haroaldo de Carvalho, envolvido no episódio da tentativa de corrupção de testemunhas, o que motivou a prisão do governador licenciado, José Roberto Arruda, apresentou-se nesta sexta-feira à Superintendência da Polícia Federal.

Agência Estado |

De acordo com a PF, Haroaldo já foi recolhido à Carceragem. Continuam foragidos o ex-deputado Geraldo Naves (DEM), que teria levado a proposta de suborno ao jornalista Edson Sombra, e o ex-secretário de Comunicação, Wellington Moraes.

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, disse que recebeu ontem, com naturalidade, a recomendação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a PF agisse com cautela ao efetuar a prisão do governador. "Foi apenas a reafirmação de uma postura que a PF já adota como conduta na sua rotina operacional, de não permitir a exposição de presos, sejam eles quem for, e de preservar o direito constitucional da garantia da imagem", afirmou.

O delegado disse que visitou o governador ontem à noite para se certificar se estavam atendidas as determinações previstas em lei, em relação à prisão de chefes de governo, e informou que ele está preso na sala da Diretoria Técnica e Científica da PF. Segundo Corrêa, a presença do governador não atrapalha o funcionamento da repartição, porque a sala fica fora do fluxo operacional. "O gabinete foi adaptado para cumprir o que prevê a lei, ou seja, uma sala de Estado Maior."

Preso na Superintendência da Polícia Federal, Arruda não conseguiu dormir esta noite. Segundo o chefe da Casa Militar do governo do Distrito Federal, coronel Ivan Gonçalves, Arruda está sofrendo muito, assim como a família e as pessoas que o assessoram. Para o coronel "a situação é humilhante". Segundo ele, a prisão do governador contraria o estado de direito, por ele não ter sido ouvido.

Aliados

Pequenos grupos de aliados do governador licenciado José Roberto Arruda, estão começando a chegar à Superintendência da Polícia Federal, onde ele está preso. Os populares carregam faixas e cartazes em apoio ao governador, com as frases: "Arruda vá até o fim, Brasília depende de você para continuar organizada" e "Quem ama Brasília torce por Arruda". Um dos grupos formados por senhoras evangélicas está munido de megafone com mensagem como "Segura na mão de Deus, que vai dar certo".

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