DEM deverá abrir processo para expulsar Paulo Octávio, diz vice-presidente do partido

A situação do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, no DEM está cada vez mais complicada. O deputado e um dos vice-presidentes do partido, Ônyx Lorenzoni (RS), disse, nesta quarta-feira, que a Executiva Nacional deve abrir o processo disciplinar contra o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, para expulsá-lo do DEM.

iG São Paulo com Agência Brasil |

A reunião está marcada para a próxima terça-feira (23). O parlamentar gaúcho defende o mesmo posicionamento tomado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), e pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), os primeiros a defenderem a expulsão do vice-governador e dissolução do diretório regional do DF.

Nos sentimos traídos por uma pessoa em que acreditávamos e apostávamos. Não tem jeito, tem que cortar na carne, afirmou Lorenzoni. Para o parlamentar, o senador Demóstenes Torres e o deputado Ronaldo Caiado estão corretos ao defenderem a abertura do processo contra Paulo Octávio.

Ônyx Lorenzoni acrescentou que esse posicionamento deverá ser tomado também pelo líder do partido no Senado, José Agripino Maia (RN). Contudo, o deputado ressalvou que, durante o carnaval, não conversou com ninguém do DEM sobre a situação do partido no DF.

Ele acrescentou que, se aberto, o processo deve seguir o mesmo rito adotado contra o governador licenciado, José Roberto Arruda, que teve um prazo de oito dias para defender-se. Antes de encerrado o prazo, Arruda desfiliou-se do Democratas.

O vice-presidente do DEM ressaltou que a situação se agrava na medida em que o partido não tem nenhuma razão para suportar um desgaste que não é nacional. É um problema restrito ao Distrito Federal. Na reunião da próxima terça-feira, o parlamentar vai posicionar-se também pela dissolução do diretório regional da capital da República.

Demóstenes Torres, por sua vez, reafirmou que defenderá na reunião da executiva a expulsão de Paulo Octávio, a dissolução do diretório regional do DF e a abertura de processos de cassação contra deputados distritais envolvidos nas denúncias de corrupção no governo Arruda. Não adianta fugir do problema.

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