CPI da Corrupção aprova convocação de ex-secretário de Arruda

A CPI da Corrupção da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a convocação do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa para depor à comissão. A data da audiência ainda precisa ser agendada. O requerimento é de autoria do deputado Paulo Tadeu (PT), único parlamentar da oposição presente no colegiado, formado por cinco deputados distritais.

Agência Estado |


Durval Barbosa gravou dezenas de vídeos anexados ao inquérito da Operação Caixa de Pandora, ação da Polícia Federal que desbaratou um esquema de corrupção conhecido como "Mensalão do DEM". Os vídeos gravados pelo ex-secretário mostram deputados distritais recebendo dinheiro do suposto esquema de recebimento e distribuição de propina. Ele está sob guarda do Programa de Proteção à Testemunha do Ministério da Justiça desde que o escândalo do DF foi deflagrado.

A CPI aprovou ainda que seja requisitada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a cópia integral do inquérito da operação, "contendo, inclusive, todos os documentos que tramitam em segredo de Justiça", segundo frisa o requerimento, também de autoria do deputado Paulo Tadeu.

Ao todo, os deputados aprovaram 10 requerimentos que, em suma, pedem informações ao governo do Distrito Federal e às empresas investigadas pela Justiça por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção local. Dentre os pedidos, destaca-se requerimento do relator da CPI, deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), para que sejam ouvidos representantes de todas as empresas citadas no inquérito da Operação Caixa de Pandora, como do Grupo Paulo Octavio, do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octavio.

A reunião da comissão de inquérito teve início às 15h50 e, por mais de uma hora, os deputados distritais discutiram questões técnicas acerca do funcionamento das investigações. O deputado Paulo Tadeu pediu que o nome da CPI - oficialmente registrada como CPI da Codeplan - fosse alterada para CPI da Corrupção, como a comissão tem sido chamada pela imprensa. Segundo Tadeu, o nome oficial da comissão ofende os funcionários da Companhia de Planejamento do Distrito Federal, uma vez que outras empresas do governo são citadas no inquérito. O pedido de Tadeu, no entanto, acabou rejeitado.

Ação contra Prudente

A juíza Carla Christina Sanches Mota, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, remeteu à 7ª Vara da Fazenda Pública do DF a ação popular movida pelo secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF), Cícero Batista Araújo Rola, contra o presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente. O deputado foi flagrado guardando nos bolsos e nas meias o dinheiro que seria de um esquema de corrupção.

Na ação, com pedido de liminar, o secretário-geral da CUT pede o afastamento de Prudente da presidência da Câmara e das comissões que discutem o impeachment do governador José Roberto Arruda.

Em seu despacho, a juíza diz que já existe uma Ação Civil Pública, que tramita na 7ª Vara da Fazenda Pública, que trata do mesmo assunto e, por isso, se exime da competência para apreciação da ação, remetendo os autos da ação popular à 7ª Vara da Fazenda do DF.

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