Câmara do DF recorre ao Supremo contra afastamento de deputados

STF impediu os deputados envolvidos no escândalo de corrupção do DF de participar do processo de impeachment do governador

Rodrigo Haidar, iG Brasília |

A Câmara Legislativa do Distrito Federal recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão que impediu os deputados envolvidos no escândalo de corrupção do DF de participar do processo de impeachment do governador José Roberto Arruda. O recurso foi apresentado ao STF nesta quinta-feira.

A Procuradoria da Câmara contesta a decisão do presidente do Tribunal de Justiça distrital, Nívio Gonçalves, que manteve o afastamento de oito deputados distritais e dois suplentes. Os deputados sustentam que a decisão de afastar os envolvidos no escândalo e dar posse aos suplentes traz dificuldades administrativas e financeiras.

A proibição de os deputados participarem de qualquer atividade relacionada ao processo de impeachment de Arruda foi tomada no dia 20 de janeiro pelo juiz Vinícius Santos Silva, da 7ª Vara da Fazenda Pública do DF.

Os deputados afastados são investigados pela Polícia Federal no inquérito da operação Caixa de Pandora, que apura um esquema de desvio de dinheiro de contratos fechados entre empresas de informática e o governo distrital. O juiz considerou que o envolvimento dos deputados no escândalo os torna impedidos de avaliar o processo de impeachment contra o governador.

O juiz também determinou a convocação dos suplentes que não são citados nas investigações e a anulação de todos os atos praticados até agora no caso. Os suplentes atuarão exclusivamente no processo de impeachment.

A decisão atingiu os deputados Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB), Júnior Brunelli (PSC), Leonardo Prudente (sem partido), Rogério Ulisses (sem partido), Rôney Nemer (PMDB) e os suplentes Berinaldo Pontes (PP) e Pedro do Ovo (PRP).

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