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Base de Arruda é maioria em investigação de denúncias no Distrito Federal

A base aliada do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, ficou com a maioria das vagas da CPI da Corrupção (a chamada CPI da Propina) e das comissões que analisarão os pedidos de impeachment do governador e os processos disciplinares contra 10 parlamentares. Na CPI, http://ultimosegundo.ig.com.br/escandalodf/2010/01/11/ex+secretarios+de+arruda+lideram+cpi+que+o+investiga+9269533.htmlos principais cargos serão ocupados por ex-secretários de Arruda.

iG São Paulo com Agência Estado |

AE
Manifestantes protestam contra Arruda em frente  à Câmara Distrital

Manifestantes protestam contra Arruda em frente à Câmara Distrital

O governador e os 10 parlamentares são citados no inquérito da operação Caixa de Pandora como supostos beneficiários do esquema de recebimento de propina. O inquérito aponta Arruda como o chefe do esquema.

Para a CPI da Corrupção foram escalados os deputados Batista das Cooperativas (PRP); Alírio Neto (PPS), Raimundo Ribeiro (PSDB), Eliana Pedrosa (DEM) e Paulo Thadeu (PT). O presidente da CPI será Alírio Neto, ex-secretário Arruda, e o relator será Raimundo Ribeiro, que também já ocupou o cargo de ex-secretário do governador.

Apesar dos apelos dos parlamentares do PT, nenhum cargo da CPI foi destinado à oposição. "É natural que a bancada do governo fique com a presidência da CPI, assim como ocorre no governo federal. A nossa intenção é fazer o trabalho mais isento possível", defendeu Alírio.

Comissões

A Comissão de Costituição e Justiça (CCJ) , onde os processos de impeachment serão analisados primeiro, será formada por Batista das Cooperativas (PRP), Doutor Charles (PTB), Eurides Brito (PMDB), Geraldo Naves (DEM) e Chico Leite (PT).

A Comissão Especial, que vai receber o impeachment após análise da CCJ, será conduzida por Chico Leite (PT), Cristiano Araújo (PTB), Alírio Neto (PPS), Batista das Cooperativas (PRP) e Geraldo Naves (DEM).

Alguns deputados como José Antonio Reguffe (PDT) e Jaqueline Roriz (PMN) não puderam participar das comissões, porque não fazem parte de nenhum bloco partidário.

Na avaliação de Reguffe, como os aliados de Arruda são maioria nas comissões, é pouco provável que o esquema de corrupção envolvendo o governo local seja investigado pelo Legislativo. "A solução vai passar pelo Judiciário. Não vai partir da Câmara onde a maioria é governista", disse Reguffe.

Ele informou que, durante a reunião geral nesta manhã, foi pedido ao deputado Leonardo Prudente para que deixe a presidência da Casa, uma vez que ele também é alvo de investigação. O pedido foi feito pelos quatro deputados do PT e Reguffe, que formam o bloco oposicionista.

Prudente, no entanto, insiste em permanecer no cargo. "É um deboche com a população o Prudente continuar na presidência. Em nenhum país sério um investigado conduz sua própria investigação.

AE
Policiais impedem entrada da população na Câmara

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