Assessor do governo do DF nega renúncia de Paulo Octávio

Governador em exercício entregou carta a Lula falando sobre sua atuação na política do Distrito Federal

Rodrigo Haidar, iG Brasília |

O assessor de comunicação do governo do Distrito Federal, André Duda, informou que o governador em exercício, Paulo Octávio (DEM), não vai renunciar. Ele disse, ainda, que não foi convocada entrevista coletiva para anunciar a renúncia e negou que Paulo Octávio leria uma carta entregando o cargo.

Nesta quinta-feira, Paulo Octávio, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta com seis pontos em que afirma que o papel que lhe cabe na crise política de Brasília é o de ser um facilitador e diz não ter outra ambição que não seja restaurar a normalidade e a governabilidade do DF.

"Irei persistir nessa direção apenas e tão somente enquanto me sentir útil como um fator positivo na superação dos inúmeros obstáculos", diz na carta.

Paulo Octávio inicia o texto afirmando que Brasília atravessa no momento a maior crise política de seus cinquenta anos de existência e agradece a Lula o apoio pessoal e de seu governo ao Distrito Federal.

O presidente Lula disse ao governador em exercício que a postura do governo federal em relação à crise política que ocorre no DF será estritamente institucional.

Em nota, divulgada pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, o governo afirma que a questão do Distrito Federal está pendente de decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisará na próxima semana o pedido de intervenção federal, "não cabendo ao presidente da República qualquer opinião ou interferência".

"Definida a situação do Judiciário o governo federal estará pronto para tomar as atitudes cabíveis, visando a normalização da situação da administração e gestão do DF", afirma o texto. "Cabe à Suprema Corte dar os próximos passos. O governo federal estará preparado para tomar qualquer medida cabível que a Justiça determinar", completa Padilha.

A postura do governo foi definida em reunião, que ocorreu pouco antes da audiência com o governador, entre o presidente e o ministro da Defesa, Nelson Jobim; o ex-procurador-geral da República e ex-ministro do STF José Paulo Sepúlveda Pertence; o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams; o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto; e o ministro Padilha, quando discutiram a situação política e a questão da linha sucessória no Distrito Federal.

No encontro com o governador, Lula reafirmou que determinou à Controladoria Geral da União (CGU) auditoria sobre o dinheiro liberado pelo governo ao Distrito Federal na gestão de José Roberto Arruda, acusado de comandar o suposto esquema de corrupção que envolve desvio de dinheiro público e pagamento de propina, no chamado "Mensalão do DEM".

Com Agência Estado e Agência Brasil

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