Arruda será submetido a novos exames hoje em Brasília

O governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), passará por novos exames nesta quinta-feira no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Pela manhã, ele foi submetido a um cateterismo cardíaco solicitado pelo médico particular dele, Brasil Caiado, depois de uma tomografia apontar uma placa de gordura em uma das principais artérias do coração.

Agência Estado |

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    Arruda está preso

    Arruda: 50% da artéria obstruída

    A Assessoria de Imprensa do Instituto de Cardiologia de Brasília não soube informar a quais outros exames Arruda será submetido nem quanto tempo durou o cateterismo. A esposa do governador cassado, Flávia Arruda, o acompanha no hospital.

    Esta é a quarta vez que José Roberto Arruda deixa a superintendência da Polícia Federal (PF), onde está preso, para realizar exames médicos, desde que começou a se queixar de dores e inchaço no tornozelo direito, que operou em novembro.

    Cassado e preso

    O governador cassado está preso desde o dia 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal sob a acusação de tentar subornar uma das principais testemunhas do chamado "mensalão do DEM. Ele teria oferecido R$ 200 mil para que o jornalista Edson Sombra prestasse depoimento em seu favor em inquérito no Superior Tribunal de Justiça.

    Segundo inquérito, Arruda seria o chefe de suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal. O ex-secretário de Relações Institucionais do governo Durval Barbosa gravou Arruda e mais deputados distritais recebendo dinheiro para favorecer empresas em votação de projetos e contratos com o governo. O iG mostrou em primeira mão o vídeo de Arruda.

    Na terça-feira, Arruda teve o seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), por infidelidade partidária, sob a alegação de que o cargo de governador era do partido ao qual Arruda foi filiado, o DEM.

    O plenário da Câmara do DF aprovou na quarta-feira por unanimidade projeto de emenda à Lei Orgânica do DF, que estabelece eleição indireta para o governo em caso de vacância dos cargos de governador e vice-governador. Em dez dias, o projeto volta para o plenário a fim de ser votado em segundo turno e, depois, segue para sanção.

    (*com informações do iG São Paulo)

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