Arruda pede ao STJ revogação de prisão preventiva

O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, pediu nesta terça-feira ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a revogação de sua prisão preventiva, decretada em 11 de fevereiro pelo suposto envolvimento dele na tentativa de suborno de uma das principais testemunhas do escândalo de corrupção no Distrito Federal.

iG São Paulo |

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  • iG antecipou operação que gerou pedido de prisão de Arruda

  • Em nota, o STJ informou, por volta das 17h, que o documento já foi encaminhado para o Ministério Público Federal para manifestação, por determinação do presidente do inquérito na Corte, ministro Fernando Gonçalves. A questão, segundo a nota, não irá à julgamento na Corte Especial desta quarta-feira, dia 17.

    Foi a mesma Corte Especial que decretou, por 12 votos a 2, a prisão preventiva de Arruda no dia 11 de fevereiro diante dos indícios de que estaria tentando obstruir as investigações. Naquela sessão, apenas os ministros Nilson Naves e Teori Zavascki votaram contra a prisão.


    Arruda teria oferecido R$ 200 mil para que o jornalista Edson Sombra prestasse depoimento em seu favor no inquérito 650 do Superior Tribunal de Justiça.

    Os detalhes do pedido ainda não foram informados pelo STJ. Arruda pediu a revogação da prisão horas antes do julgamento, no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), do pedido de cassação de seu mandato , feito pelo Ministério Público Eleitoral, por infidelidade partidária.

    O TRE-DF deu início à sessão plenária pouco depois das 17h, mas o casode Arruda, relatado pelo desembargador Mário Machado, é o terceiro item da pauta do tribunal.

    Ameaçado de expulsão do DEM, Arruda abandonou a legenda em dezembro do ano passado,após a revelação das gravações em que ele e deputados distritais da base aliada aparecem recebendo dinheiro do ex-secretário de governo Durval Barbosa. O iG divulgou em primeirão mão o vídeo de Arruda.

    Para o Ministério Público, a decisão de Arruda é passível de cassação, já que ele, segundo o Ministério Público, deixou o partido sem justa causa. O governador afastado poderá recorrer da decisão caso seja considerado culpado, mas terá que deixar o cargo imediatamente.

    O pedido de revogação da prisão será analisado pelo ministro Fernando Gonçalves, relator do processo que investiga o suposto esquema de corrupção revelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), que apura complexo esquema de corrupção no governo do Distrito Federal.

    (*com informações da Agência Brasil)

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