Após internação, Arruda volta para prisão no Distrito Federal

O governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), já retornou para a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde está preso desde o dia 11 de fevereiro. Ele passou a noite internado no Instituto de Cardiologia se recuperando de um cateterismo. Arruda deixou o local em uma caminhonete da PF.

iG São Paulo |

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  • A defesa tentou mantê-lo internado, mas o ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), relator do processo contra Arruda, negou o pedido na noite de quinta-feira, alegando que o laudo médico não indicava a necessidade de hospitalização . Quanto ao pedido de prisão domiciliar e de liberdade provisória, o ministro determinou que o Ministério Público (MP) seja ouvido.

    Cassado e preso

    O governador cassado está preso desde o dia 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal sob a acusação de tentar subornar uma das principais testemunhas do chamado "mensalão do DEM. Ele teria oferecido R$ 200 mil para que o jornalista Edson Sombra prestasse depoimento em seu favor em inquérito no Superior Tribunal de Justiça.

    Segundo inquérito, Arruda seria o chefe de suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal. O ex-secretário de Relações Institucionais do governo Durval Barbosa gravou Arruda e mais deputados distritais recebendo dinheiro para favorecer empresas em votação de projetos e contratos com o governo. O iG mostrou em primeira mão o vídeo de Arruda.

    Na terça-feira, Arruda teve o seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), por infidelidade partidária, sob a alegação de que o cargo de governador era do partido ao qual Arruda foi filiado, o DEM.

    O plenário da Câmara do DF aprovou na quarta-feira por unanimidade projeto de emenda à Lei Orgânica do DF, que estabelece eleição indireta para o governo em caso de vacância dos cargos de governador e vice-governador. Em dez dias, o projeto volta para o plenário a fim de ser votado em segundo turno e, depois, segue para sanção.

    (*com informações do iG São Paulo)

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