Adiada novamente eleição do presidente da CPI no Distrito Federal

O deputado distrital Batista das Cooperativas (PRP) adiou para a próxima quinta-feira a eleição do novo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção no Distrito Federal.

Agência Estado |

Esta é a segunda vez que Batista adia a eleição do colegiado - na quinta-feira, ele tinha remarcado a reunião da CPI para hoje, após um bate boca entre deputados da base e da oposição. A comissão foi criada para investigar denúncias de esquema de propina no governo do Distrito Federal, conhecido como "Mensalão do DEM".

Batista está presidindo o colegiado interinamente desde o início desta semana, quando o deputado Alírio Neto (PPS) rompeu com a base aliada do governador José Roberto Arruda (sem partido) e, assim, perdeu sua vaga e o cargo de presidente que ocupava na comissão.

O novo adiamento, segundo o parlamentar, ocorreu porque uma das cinco vagas do colegiado ainda está vazia. A deputada Eliana Pedrosa (DEM) renunciou à vaga de membro da comissão, ontem, após o deputado Geraldo Naves, do seu partido, o DEM, ter sido indicado pelo bloco do PMDB para fazer parte da CPI da Corrupção.

O argumento da deputada é que ela sai, "observando o princípio da proporcionalidade partidária, para que haja uma composição mais justa e heterogênea, maior transparência e para que não paire dúvidas quanto à seriedade do processo de investigação".

Ela e Naves, até a semana passada, reivindicavam o cargo de líder do DEM. Coube ao diretório do partido no Distrito Federal esclarecer, em ofício encaminhado à Câmara Legislativa, que o líder reconhecido pela legenda era Geraldo Naves. Além de Eliana e Naves, foi eleito deputado distrital pelo DEM Paulo Tadeu, atualmente licenciado e chefe da secretaria de Habitação do governo. Assim, a vaga aberta na CPI, de direito do DEM, deve ser distribuída para um parlamentar de outro partido.

A denúncia

Segundo inquérito da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), o governador José Roberto Arruda chefiava o suposto esquema de arrecadação de propina entre empresas contratadas pelo governo e distribuía o dinheiro a secretários, deputados distritais da base aliada e também para o vice-governador, Paulo Octavio (DEM).

A comissão de inquérito começou a funcionar na Câmara Legislativa no dia 11 de janeiro, mas até hoje não ouviu depoimentos nem encaminhou à PF e ao Ministério Público (MP) os pedidos de informação aprovados pelos deputados.

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