Operação, autorizada pelo governo Alcides Rodrigues (PP), começa a ser questionada pelo governador eleito

A equipe de transição divulgada por Marconi Perillo (PSDB) já começou a se reunir na tarde de hoje.

Uma das principais tarefas dos 14 escolhidos será se inteirar dos detalhes do empréstimo de R$ 3,7 bilhões para a Celg (Companhia Energética de Goiás).

Durante a campanha, quando foi assinado o acordo, os tucanos já reclamavam da falta de transparência nos detalhes da transação e chegaram a acusar o governador Alcides Rodrigues (PP) de querer usar o dinheiro para pagar dívidas de ICMS para as prefeituras, o que seria uma manobra eleitoreira.

A primeira parcela chega ainda este mês, segunda em janeiro de 2011 e a terceira em janeiro de 2012. A equipe decidirá sobre o destino dos recursos e o nível de endividamento do Estado.

Alcides Rodrigues ainda não definiu se irá indicar nomes para compor a equipe ou ajudar no levantamento de informações. As relações com o governador eleito Marconi Perillo ainda estão estremecidas.

O último fato de desacordo aconteceu quando Marconi disse que queria que a cerimônia de transferência de cargo acontecesse no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

As obras incompletas do CCON foram pivô dos maiores debates na campanha. Marconi foi acusado de ter deixado a obra pela metade.

O tucano rebateu afirmando que foi ingerência do sucessor, que não trabalhou para concluí-la.

O governador Alcides Rodrigues disse, ainda, que fazer a cerimônia no Centro Cultural “soa como provocação”.

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