Lula fala ao iG sobre realizações do governo

Leia a transcrição do vídeo em que o presidente destaca o crescimento econômico do País e o ganho de empresários e assalariados

Eduardo Oinegue, Luciano Suassuna e Tales Faria |

"Tem muitas imagens para as pessoas lembrarem do governo Lula. Acho que cada um vai ter uma. É como se fosse uma fotografia pessoal. O resultado que vai balizar o comportamento da sociedade são os resultados finais do governo. E o resultado final do governo não termina em 2010 porque parte das coisas que nós fizemos começa a aparecer pelo IBGE em 2011 e 2012. Então, o tempo é que vai dar essa fotografia final do governo Lula. Eu te diria uma coisa, eu penso que nós mudamos a relação entre governo e sociedade.

Nesses sete anos, eu me reuni todos os anos com todos os reitores de todas as universidades federais deste País e com todos os reitores das universidades técnicas. Parece pouco e eu sei que, muitas vezes, você fala por que o Lula repete tanto isso? Mas nunca antes na história do País, nenhum presidente, nenhum ministro da Educação, mesmo os que foram reitores, se reuniram com o presidente. Talvez com medo de reivindicação, talvez com medo de um pedido de autonomia não se reuniam. Sabe, como não se reuniam com prefeitos, com movimento sindical, com sem-terra, com a Contag, com as centrais, ou seja, nós reunimos todo mundo, todo ano para extrair deles o que eles querem do governo e para dizer a eles o que a gente pode fazer. Eu acho que nós vamos ser lembrados um pouco por isso, da relação com o Estado, das conquistas da parte mais frágil da sociedade, do crescimento econômico constante, da volta da retomada da infraestrutura que tinha parado no governo Geisel e que só pôde ser retomada conosco, da aprovação de que algumas teorias econômicas estavam vencidas e as pessoas não percebiam, estava lá o carimbo vencido e as pessoas não percebiam, a história de que a gente não poderia crescer a exportação com crescimento do mercado interno, que a gente não poderia crescer as taxas de juros sem inflação. Tudo isso nós quebramos.

Maior realização que eu tenho é por ter terminado meu governo tendo vencido todos os preconceitos que foram colocados como obstáculo para que eu chegasse à Presidência da República. Nunca na vida, os empresários brasileiros ganharam tanto dinheiro, de todos os segmentos, nunca os trabalhadores tiveram tantos acordos com aumentos reais e nunca os pobres tiveram tanta ascensão como têm agora.

Em oito anos, nós fizemos uma vez e meia a quantidade de escolas técnicas que eles fizeram num século. Então, qual é o meu orgulho: é que quem vier vai ter que fazer mais. Eu trabalhei na linha de produção, e na linha de produção às vezes dois companheiros parceiros, um de noite e um dia, fazem a mesma peça. E quando você chega para trabalhar de noite, você fica doido para contar as peças do teu parceiro que trabalhou de dia, que é o adversário do dia. Você não pode produzir menos do que ele. Então a primeira coisa que você começa a fazer é ir lá contar as peças. Ele fez 18, vou ter que fazer 19. Essa é a coisa boa do capitalismo. É que ele impulsiona a competitividade entre os seres humanos, que não se dão conta que a cada dia vão produzir um pouco a mais e o salário continua o mesmo."

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