1º dia do Enem chega ao fim. Acompanhe a correção daqui a pouco

Erro na impressão do cartão de respostas causou atraso em alguns locais. Acompanhe, em minutos, a resolução comentada no iG

iG São Paulo | 06/11/2010 17:11 - Atualizada às 18:20

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A prova de ciências humanas e da natureza do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acabou. Em alguns lugares,  o primeiro dia de provas se encerrou às 17h, como previsto. Em outros, houve atraso em função de um erro de impressão no cartão de respostas que causou confusão e deu aos candidatos 30 minutos adicionais para concluir a prova. Cerca de 4,6 milhões de pessoas se inscreveram para o exame, que segue com mais um dia de provas no domingo (7).

Acompanhe a correção online do Enem no iG

O dia foi de ansiedade para os candidatos. Em São Paulo os candidatos que fariam o exame na Uninove, na Barra Funda, chegaram a partir das dez da manhã -- ali, quando os portões foram abertos ao meio dia, mais de mil pessoas já formavam a fila.

Os portões foram fechados pontualmente às 13h, o que fez com alguns retardatários ficassem para trás, ainda que por menos de um minuto, como Maria do Carmo, de Brasília e Camila Santos Silva, de São Paulo.

Após duas horas, os candidatos começaram a sair, comentando que acharam o exame longo e difícil, com muitos enunciados.

Este ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que organiza o exame proibiu o uso de relógios e lápis, o que causou polêmica entre os estudantes. O Ministério Público pediu que a proibição fosse suspensa, mas o MEC conseguiu manter a medida. Segundo Joaquim José Soares Neto, presidente do Inep, os relógios podem transmitir dados e muitos estudantes esquecem de passar a prova a limpo com caneta, o que prejudica a leitura dos dados nos equipamentos óticos.

Quatro irmãos fizeram a mesma prova
Aos 33 anos, Elisama de Souza Santos, finalmente se animou a tentar entrar em uma faculdade, em São Paulo, onde vive desde a adolescência. A motivação veio da sua terra natal, Rondônia, onde ainda vive o restante da família. Este ano, seus três irmãos, uma mulher de 32 anos, e dois homens gêmeos, de 22 anos, resolveram testar os conhecimentos no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Hoje, os quatro fizeram a mesma prova.

"Um animou o outro", comenta. Elisama chegou na faculdade em que faria a prova ao meio dia e meio. "Eles também devem estar entrando agora lá em Rondônia, só que para eles ainda são 10h30", comentou lembrando a diferença por conta do fuso e do horário de verão.

A primogênita vai tentar Direito e a irmã Pedagogia. Os dois meninos querem fazer Engenharia Civil e Jornalismo, todos em instituições variadas, algumas no Norte outras em São Paulo, que aceitam a nota do Enem. "Nos falamos ontem para desejam boa sorte. Na saída, vamos poder comentar as questões, apesar da distância".

Veteranos de volta aos estudos
O formato do Exame Nacional do Ensino Médio, que vale para várias instituições e tem provas muito mais baseadas em conhecimentos gerais e capacidade de interpretação do que fórmulas, tem atraído de volta para os estudos pessoas que estavam fora da escola há algum tempo. Ao lado dos adolescentes, profissionais estabelecidos enfrentaram a prova, como o investigador de polícia, Benone Tomas Silva Júnior, de 49 anos, e o técnico em manutenção Benedito Pereira Dias, de 41 anos.

Benone Júnior ainda não decidiu se quer entrar na faculdade em 2011, mas tem planos de fazer Direito. "Faz tanto tempo que sai da escola que quero primeiro ver como me saio aqui para depois pensar nisso", disse.

Dias quer começar o quanto antes um curso de Elétrica Industrial. "Estudei um pouco, li o jornal e vim para tentar uma nota que seja suficiente para uma vaga. Quero voltar a estudar o quanto antes", comenta.

(Com reportagem de Cinthia Rodrigues, iG São Paulo, Fábio Grellet, especial para o iG Rio de Janeiro e Severino Motta, iG Brasília)

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