Empréstimo da Celg viabiliza reajuste tarifário

A previsão é de que a tarifa de energia ficará 20% mais cara para o consumidor goiano

Marcello Sigwalt - iG Brasília |

Antes mesmo de passar pelo crivo da oposição na Assembleia Legislativa, o empréstimo para recuperação da Celg já mexeu no bolso dos goianos.

Eles terão de amargar um reajuste de 20% na tarifa de energia elétrica.

A assinatura do protocolo de intenções, ontem pelo governador Alcides Rodrigues, vai além da injeção financeira de R$ 3,728 bilhões à Celg pela União via Eletrobras.

É o início do processo de recomposição tarifária, paralisado após a inadimplência da companhia goiana, em 2006.

Enquanto a proposta aguarda um embate duro entre os parlamentares, o governo de Goiás deverá pedir autorização para o reajuste, ainda este ano, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Um reajuste econômico a que temos direito, pois corresponde aos patamares (10,64% e 5,8%) utilizados em anos anteriores”, argumenta o presidente da Celg Carlos Silva.

O represamento tarifário fez com que Goiás seja hoje um dos estados com menor valor por quilowatt-hora (R$ 0,293), na oitava colocação no ranking nacional.

Com o reajuste, o valor do quilowatt-hora passaria para R$ 0,35.

Em contrapartida, o Governo local vai transferir 8% das ações da Celg à Eletrobras, além de se comprometer com a quitação de todas as dívidas da companhia.

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