Oposição acusa governador de não cumprir repasse negociado na Assembleia. Alcides nega

O presidente do PSDB de Goiás, Daniel Goulart, desmentiu hoje que tenha ocorrido o repasse de R$ 750 milhões da Caixa Econômica Federal (CEF) ao Tesouro Estadual, conforme havia anunciado o governador Alcides Rodrigues (PP).

Rodrigues assinou ontem na CEF empréstimo de R$ 3,7 bilhões para pagamento de dívidas da Companhia Energética de Goiás (Celg).

A assessoria de Alcides Rodrigues afirmou que o governo cumprirá o disposto no acordo, mas que está tentando garantir os R$ 750 milhões “por outros meios”, numa negociação com o Governo federal.

Os assessores informaram, ainda, que os R$ 750 milhões de dívidas de ICMS viriam só na segunda parcela, de R$ 1,5 bilhão , em janeiro de 2011, após encontro de contas entre a Celg e o governo de Goiás.

Dessa forma, a Celg só terminaria de quitar as dívidas em janeiro de 2012, com a terceira parcela do empréstimo, de R$ 1,028 bilhão.

A primeira parcela também serviria para pagamentos de fornecimento de energia das usinas de Cachoeira Dourada, Itaipu e Nacional.

Foi por conta dos R$ 750 milhões que a oposição conseguiu aprovar um substitutivo na Assembleia Legislativa que destina toda a primeira parcela, de R$ 1,2 bilhão, para pagamento do maior credor da Celg, a Eletrobrás.

Naquela oportunidade, as bancadas do PSDB e do PMDB denunciaram que os R$ 750 milhões serviriam para cooptar prefeitos em troca de apoio ao candidato de Alcides, Vanderlan Cardoso (PR).

Mesmo com a aprovação do substitutivo, o governador garantiu que o Estado receberia o recurso, mas não especificou de que modo isso seria feito.

Daniel Goulart, porém, afirmou que o governador está utilizando de discursos para não deixar que os prefeitos apóiem outros candidatos enquanto o dinheiro não vem.

“O modo como o governador deu a notícia deu a entender que este dinheiro viria este ano e que havia obtido os repasses sem a ajuda da Assembleia Legislativa. Foi jogada política”, acusou o tucano.

O assessor jurídico de Daniel Goulart, Carlos Augusto Carvalho Medeiros explicou que, no final de novembro, a Celg deverá receber R$ 1,2 bilhão relativos a pagamentos da Cota de Consumo de Combustíveis Fósseis (R$ 369 milhões) e Cota de Desenvolvimento Energético (R$ 354 milhões), por meio da Eletrobras.

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